COLÉGIO
ESTADUAL FRED GEDEON
PACTO
PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO – 2014
ORIENTADOR: GENIVALDO
PEREIRA DOS SANTOS
FORMADOR: JOSÉ ROBERTO
CADERNO
IV
Áreas de Conhecimento e Integração Curricular
Sobre as disciplinas escolares e a integração curricular
p. 07: “A charge no início deste texto traz
em questão a diferença entre os conhecimentos sistematizados da ciência e das
letras, mais a experiência de vida do aprendiz. Assim, é bastante comum entre
nós professores indagarmos: seriam as estruturas lógicas das disciplinas a
melhor forma de promover uma formação que leve ao desenvolvimento humano
integral dos nossos estudantes?”
Dimensão
da Totalidade
p. 09: “(...) como ao longo do tempo os
conhecimentos foram perdendo a dimensão de totalidade, se fragmentando e se
compartimentalizando em disciplinas e áreas disciplinares”.
MITO X
CIÊNCIA
OBJETIVIDADE
X SUBJETIVIDADE
Áreas de conhecimento e sua relação com o
currículo
p. 12: “(...) quanto mais a ciência se
especializou e se diferenciou, maior o número de novos campos que ela descobriu
e descreveu”.
NATUREZA
x CIÊNCIA
Áreas do Conhecimento
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Médio:
Linguagens; Matemática; Ciências da Natureza;
Ciências Humanas.
Mas, isso é a mesma coisa que interdisciplinaridade?
(p. 15 e p. 33)
O ensino integrado: trabalho, ciência,
tecnologia e cultura
O 1°. sentido da integração: a formação
omnilateral = todas as dimensões da vida humana.
TRABALHO
A compreensão do trabalho no seu duplo
sentido:
a) ontológico, como práxis humana e, então,
como a forma pela qual o homem produz sua própria existência na relação com a
natureza e com os outros homens e, assim, produz conhecimentos;
b) histórico, que no sistema capitalista se
transforma em trabalho assalariado ou fator econômico, forma específica da
produção da existência humana sob o capitalismo; portanto, como categoria
econômica e práxis diretamente produtiva. (P.21)
CIÊNCIA
X NATUREZA
RAZÃO X
MITO
TECNOLOGIA
A tecnologia se relaciona com a ciência, mas
não é apenas a sua aplicação. Podemos compreender que a tecnologia é um
conjunto de sistemas, que modifica e cria – assim como a ciência – alterando a
realidade física e social.
Trabalho
como princípio educativo
p. 28: “Se há uma unidade nesta relação –
trata-se de dimensões da vida social –, ela tem como ponto de partida a
produção da existência humana que se dá pelo trabalho, uma vez que o trabalho é
mediação concreta entre o homem e a sua realidade natural e social”. p. 30.
Como colocar esse princípio em prática?
Pesquisa
como princípio pedagógico
A contextualização é importante, mas pode
trazer alguns riscos:
aceitar a realidade previamente; ver de forma linear e determinada a relação
entre a realidade (o cotidiano) e o conhecimento científico. (p. 34 e 35)
Pesquisa
como princípio pedagógico
O objetivo da pesquisa como princípio
pedagógico é “(...) formar as pessoas para produzirem novos conhecimentos,
compreender e transformar o mundo em que se vive”. (p. 36)
É
metodológico e é Filosófico!
O projeto curricular e a relação entre os
sujeitos e suas práticas
O que é específico de sua escola (ou região)
e que pode ser usado para compor e demonstrar esta identidade?
A
personagem Malba Tahan
No início do século, era bastante difícil de
os autores nacionais conseguirem publicar qualquer coisa.
Mello e Souza resolveu criar uma figura
exótica e estrangeira, o Malba Tahan , e passar como tradutor dos
contos e livros desse.
Ao ler os Contos das Mil e Uma Noites, ainda menino, havia apaixonado-se pela cultura árabe. Partindo desse conhecimento, e melhorando-o com outras leituras e inclusive curso de árabe, construiu seu personagem. Sua criação era uma rara figura: nascido em 1885 na Arábia Saudita, já muito moço fora nomeado prefeito de El Medina pelo emir; depois, foi estudar em Istanbul e Cairo; aos 27 anos, tendo recebido grande herança do pai, saiu em viagem de aventuras pelo mundo afora: Rússia, India e Japão. Em cada aventura, Malba Tahan sempre acabava envolvendo-se com algum engenhoso problema matemático, que resolvia magistralmente.
O sucesso dessa ideia de Mello e Souza foi imediato e ele acabou escrevendo dezenas de livros para seu Malba Tahan : A Sombra do Arco-Iris (seu livro predileto), Lendas do Deserto, Céu de Allah, etc, etc e o muito famoso O Homem que Calculava ( que além de ter sido traduzido para várias línguas, vendeu mais de 2 milhões de exemplares só no Brasil e está na 42a edição ).
Hoje, o valor pedagógico dessa obra é reconhecido até internacionalmente. Não menos meritória de aplausos é a criatividade entretenedora dos livros de Mello e Souza; o grande escritor Jorge Luiz Borges colocava-os entre os mais notáveis livros da Humanidade.
Ao ler os Contos das Mil e Uma Noites, ainda menino, havia apaixonado-se pela cultura árabe. Partindo desse conhecimento, e melhorando-o com outras leituras e inclusive curso de árabe, construiu seu personagem. Sua criação era uma rara figura: nascido em 1885 na Arábia Saudita, já muito moço fora nomeado prefeito de El Medina pelo emir; depois, foi estudar em Istanbul e Cairo; aos 27 anos, tendo recebido grande herança do pai, saiu em viagem de aventuras pelo mundo afora: Rússia, India e Japão. Em cada aventura, Malba Tahan sempre acabava envolvendo-se com algum engenhoso problema matemático, que resolvia magistralmente.
O sucesso dessa ideia de Mello e Souza foi imediato e ele acabou escrevendo dezenas de livros para seu Malba Tahan : A Sombra do Arco-Iris (seu livro predileto), Lendas do Deserto, Céu de Allah, etc, etc e o muito famoso O Homem que Calculava ( que além de ter sido traduzido para várias línguas, vendeu mais de 2 milhões de exemplares só no Brasil e está na 42a edição ).
Hoje, o valor pedagógico dessa obra é reconhecido até internacionalmente. Não menos meritória de aplausos é a criatividade entretenedora dos livros de Mello e Souza; o grande escritor Jorge Luiz Borges colocava-os entre os mais notáveis livros da Humanidade.
Se
fizermos uma revisão histórica para compreendermos a diferenciação dos
conhecimentos em áreas específicas, veremos que a sua origem esteve pautada em
critérios educativos que não pressupunham conduzir ao isolamento em
disciplinas.
Ao
contrário, a unidade do conhecimento, desde os primeiros filósofos até meados
do século XIX, foi o princípio organizador dos diferentes currículos cuja
educação deveria garantir o desenvolvimento da pessoa com uma formação integral
ou global — física, intelectual e espiritual.
Pode-se
dizer que a presença de um currículo fixo preestabelecido e organizado em disciplinas
já existia desde a tradição grega e depois medieval. Contudo, na Idade Moderna,
com o movimento cultural do Renascimento e o advento da ciência moderna, a
revolução galileana do mecanicismo provocada pela junção da matemática com a
física experimental desmorona o horizonte protetor que envolvia a morada do
homem e aparece outra evidência epistemológica.
Orientado
pelo pensamento científico, o cosmo é dissolvido e projetado para um espaço
indefinido, onde matéria, energia e partícula se repelem e se atraem seguindo
leis rigorosas. Auxiliada pela matemática e pela estatística, a existência
humana é reduzida a um estatuto de perfeita objetividade. Pouco a pouco, a
análise científica da realidade destrói a unidade e se desintegra em saberes
cada vez mais especializados, que explodem cada vez mais em disciplinas
particulares. E quanto mais as disciplinas se diversificam, mais elas se
distanciam da realidade humana. Nas ciências, o espaço da vida se converte num
território neutro e universalizado o qual faz com que o indivíduo se dissocie
de sua essência humana.
As áreas
de conhecimento na organização curricular, portanto, devem expressar o
potencial de aglutinação, integração e interlocução de campos de saber,
ampliando o diálogo entre os componentes curriculares e seus respectivos
professores, com consequências perceptíveis pelos educandos e transformadoras
da cultura escolar rígida e fragmentada. Trata-se de um tipo de organização que tem a
interdisciplinaridade como princípio. Esta, por sua vez, não é um processo
interno somente às respectivas áreas, mas também entre os componentes
curriculares de outras áreas. Para isto, é o princípio da historicidade do
conhecimento que pode contribuir, pois o trabalho pedagógico fecundo ocupa-se
em evidenciar, junto aos conceitos, as razões, os problemas, as necessidades e
as dúvidas que constituem o contexto de produção de um conhecimento.
No trabalho
pedagógico integrado, o método de ensino, então, deve restabelecer as relações
dinâmicas e dialéticas entre os conceitos, re-constituindo aquelas que
configuram a totalidade concreta da qual se originaram, de modo que o objeto a
ser conhecido revele-se gradativamente em suas peculiaridades próprias
(GADOTTI, 1995, p. 31). O currículo integrado organiza o conhecimento e
desenvolve o processo de ensino-aprendizagem de forma que os conceitos sejam
apreendidos como sistema de relações de uma totalidade concreta que se pretende
explicar/compreender.
Os
processos de trabalho e as tecnolo-gias correspondem a momentos da evolução das
forças materiais de produção e podem ser tomados como um ponto de partida
histórico e dialético para o processo pedagógico. Histórico porque o trabalho
pedagógico fecundo ocupa-se em evidenciar, junto aos conceitos, as razões, os
problemas, as necessidades e as dúvidas que constituem o contexto de produção
de um conhecimento. A apreensão de conhecimentos na sua forma mais elaborada
permite compreender os fundamentos prévios que levaram ao estágio atual de compreensão
do fenômeno estudado.
Dialético
porque a razão de se estudar um processo de trabalho não está na sua estrutura
formal e procedimental aparente, mas na tentativa de captar os conceitos que os
fundamentam e as relações que os
constituem. Estes podem estar em conflito ou serem questionados por outros
conceitos.
O processo
de ensino-aprendizagem contextualizado é um importante meio de estimular a
curiosidade e fortalecer a confiança do educando. Por outro lado, sua
importância só pode valer se for capaz de fazer com que este tenha consciência
sobre seus modelos de explicação e compreensão da realidade, reconhecendo-os
como distorcidos ou limitados a determinados contextos;enfrente o questionamento,
coloque-os em xeque num processo de desconstrução de conceitos e
reconstrução/apropriação de outros.
A escola
deve se assumir como parte de um todo social, estabelecendo possibilidades para
a construção de um projeto educativo conjunto.
Os tempos
e os espaços curriculares po-dem ser também revistos. A ideia de
grade
curricular nos leva a tomar os tempos curriculares de forma muito rígida, como
frações de horas semanais que o professor disporá com a(s) turma(s) expressas,
em seguida, no horário escolar.
De acordo
com esse horário, logo imaginamos que o professor entrará em sala e iniciará
sua aula, quase sempre sendo concluída com as tarefas para casa ou com aulas de
aplicações descontextualizadas e artificiais a partir do conhecimento exposto
Reflexão
e ação – Pág. 16 a 19
Filme Ponto de mutação – Original: Mindwalk(1990) –
roteiro de Floyd Byars e Fritjof Capra, dirigido por Bernt Amadeus Capra.
Adaptação cinematográfica do livro Ponto de Mutação do físico Fritjof Capra,
que reflete sobre as problemáticas da sociedade contemporânea colocando em
questão o paradigma reducionista/cartesiano — que orienta uma visão de mundo mecanicista
e fragmentada — a ser vencido por novos paradigmas que possibilitem uma visão
mais sistêmica da realidade humana. Na Ilha de Monte Saint Michel, na França,
uma física, afastada do trabalho devido a conflitos éticos, um senador,
candidato derrotado nas eleições à presidência dos EUA e um poeta que sofreu
uma decepção amorosa e está em busca do sentido da vida se afastando de todo
discurso político se encontram e, em um único dia, conversam sobre ciências,
ecologia, guerra, política, filosofia. O filme é um convite para repensar não
só as ciências e suas formas de produção, como também a visão fragmentada do
conhecimento, praticada no cotidiano escolar. Disponível
em:http://www.youtube.com/watch?v=7tVsIZSpOdI
Após assistirem ao filme , estimulados para pensar
formas de promover uma visão mais integrada sobre os temas no contexto escolar,convidamos
vocês para refletirem e esboçarem uma forma de trabalhar o tema “Educação Alimentar
e Nutricional” de forma articulada entre os componentes curriculares.
Para provocar o diálogo e dar início à atividade,
leiam o texto abaixo e procurem outras fontes de informação.“Alguns elementos
para se pensar a Educação Alimentar numa perspectiva Integradora”No Brasil, a
Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional foi regulamentada em agosto
de 2010, por meio do Decreto nº 7.272. A referida legislação institui uma série
de diretrizes e objetivos, que podem ser resumidos nos seguintes princípios:
“(i) promover o acesso universal à alimentação adequada; (ii) estruturar
sistemas justos, de base agroecológica e sustentáveis de produção, extração,
processamento e distribuição de
alimentos; (iii) instituir processos permanen-tes
de educação e capacitação em segurança alimentar e direito humano à alimentação
adequada; (iv) ampliar e coordenar as ações de
segurança alimentar e nutricional voltadas para povos indígenas e comunidades
tradicionais; (v) fortalecer as ações de alimentação e nutrição em todos os
níveis da atenção à saúde, de modo articulado às demais políticas de segurança
alimentar e nutricional; (vi) promover a soberania e segurança alimentar e
nutricional em âmbito internacional; (vii) promover o acesso à água para
consumo humano e para a produção de alimentos” (p. 15-16). A segurança
alimentar engloba desde aspectos relativos às normas de produção, o transporte
e o armazenamento dos alimentos até o acesso físico e econômico a alimentos
básicos para a existência. O emprego, a educação, a saúde e a informação
caracterizam a importância da temática e se apresentam, também, nos direitos à
alimentação adequada (direito de estar livre da fome e da má nutrição) e à soberania
alimentar (direito dos povos de definir suas próprias políticas e estratégias
de produção, distribuição e consumo dos alimentos).
O costume alimentar de um povo é determinado não só
pelas características do ambiente como também pela tradição cultural e pela
produção de técnicas e organização de trabalho de um povo. Contudo, esse
processo é dinâmico e o contato entre culturas promove a modificação de hábitos
alimentares nas sociedades, como é o caso da alimentação fast-food difundida
pelo mundo. A alimentação é uma prática vital para os indivíduos, mas a
compreensão em torno dela implica no entendimento de um sistema de
significações e sentidos socioculturais a ela associada.
O significado e os sentidos de um prato de insetos,
por exemplo, é diferente para povos ocidentais, pois a cultura influencia na
sensação de prazer ou repulsa dos alimentos. Alguns pratos funcionam
como demarcadores identitários regionais (pão de
queijo mineiro, vatapá baiano, etc.).
A religião também se constitui um importante fator
de influência na constituição da cultura alimentar de um povo impondo tabus
alimentares. O conhecimento e o domínio sobre as formas de produção do
alimento, a sua forma de preparo, de ingestão e de apresentação e os momentos
em que são apreciados também sofrem influência da cultura.
Portanto, uma perspectiva integradora da educação
alimentar no currículo escolar implica necessariamente abordar, além de
conhecimentos sobre os valores nutricionais dos alimentos, que se encontram
sistematizados nos conhecimentos das áreas de ciências da natureza, aspectos
advindos de análises históricas e socioculturais da área de ciências humanas,
dentre outros
Reflexão
e ação – Pág. 26 a 28
O trecho abaixo foi retirado do livro Cartas a Théo
de Vincent Van Gogh. Nessa obra, são compiladas cartas que o pintor holandês
enviou a seu irmão de 1875 até sua morte, em 1890.
CARTA Nº 195
Haia, abril de 1882 Eis o que penso sobre o lápis
de carpinteiro. Os velhos mestres, com o que teriam desenhado? Certamente não
com um Faber B, BB, BBB, etc., etc., mas com um pedaço de grafite bruto. O
instrumento do qual Michelângelo e Dürer se
serviram provavelmente era muito parecido com um
lápis de carpinteiro. Mas eu não estava lá, e portanto não sei de nada. Sei, no
entanto, que com um lápis de carpinteiro podemos obter intensidades distintas
das destes finos Faber, etc.
O carvão é o que há de melhor, mas quando se
trabalha muito, o frescor se perde, e para conservar a precisão é preciso fixar
sem demora. Para a paisagem é a mesma coisa; vejo que desenhistas com Ruysdaël,
Goyen, Calame, e também Roelofs, por exemplo, entre os modernos, tiraram dele
ótimo partido. Mas se alguém inventasse uma boa pena para trabalhar ao ar
livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais desenhos à pena.
Reflexão
e ação - 38
Organizem-se em grupos multidisciplinares, definam
um processo produtivo ou um fato, ou um
fenômeno e sigam as sugestões apresentadas no quadro abaixo como exercício de
elaboração de uma proposta curricular. A finalidade deste exercício é que
professores cheguem à seleção de
conteúdos de ensino e à organização em componentes curriculares, orientada pelo
princípio da relação entre ensino e produção.
Veja na Página 38 do
Módulo o esquema para poder responder essa reflexão.
Reflexão
e ação – Pág. 46 a 49
1 – Assista ao vídeo Em busca de Joaquim Venâncio
de Evandro Filho e outros (2009).
O vídeo é resultado de um trabalho de integração
realizado por alunos da 1ª série da Escola Politécnica de Saúde Joaquim
Venâncio, no ano de 2009. Contando com imagens de arquivo e depoimentos, o
filme narra a busca por informações sobre o trabalhador técnico que dá nome à
escola, uma referência importante entre os trabalhadores da Fundação Oswaldo
Cruz. Disponível em:
http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Material&Tipo=4&Num=149&Sub=1tambémhttp://www.youtube.com/watch?v=SUkk5DLbUOQ
1 – Analise criticamente este material à luz da sua
proposta e dos princípios e práticas pedagógicas aqui integradas,
posicionando-se
sobre possibilidades de realizar atividades como
esta em sua escola.
2 – Retorne aos resultados da atividade 2 do
momento anterior e dê prosseguimento a ela, chegando a um ensaio de proposta
curricular
(certamente parcial e limitado, considerando ser
somente um exercício) contendo:
a) proposta de componentes curriculares
(disciplinas e projetos interdisciplinares);
b) possível sequência curricular;
c) distribuição de atividades, tempos e es-
paços curriculares.
3 – Leia a noticia abaixo publicada num jornal de
São Paulo em fevereiro de 2012. Ligações clandestinas causam risco de incêndios
Mais de 180 mil gatos podem explicar incêndios como
o de domingo, que matou casal na Vila Guilherme. SILVÉRIO MORAIS -
silverio.morais@ diariosp.com.br
A ligação irregular de energia é a provável causa
do incêndio que deixou dois mortos e mais de 200 desabrigados na Favela do
Corujão, na Vila Guilherme, Zona Norte, domingo. Os chamados “gatos” estão
presentes
em pelo menos outras 400 favelas da Grande São
Paulo não contempladas pelo programa de regularização da Eletropaulo. São 180
mil moradores em risco nesses lugares, devido ao perigo das ligações
clandestinas.Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, curtos-circuitos
ocasionados pelos “gatos” são as principais causas de fogo em favelas. “São
lugares com ligações inadequadas para uma moradia que tem todo tipo de
equipamento elétrico”, diz o tenente Marcos Palumbo, do setor de comunicação da
corporação. A maioria dos casos, informa, ocorre em dias de calor, quando há
sobrecarga no consumo de energia. Os fios podem derreter e causar faíscas ou
até explosão. Conforme o último levantamento dos bombeiros, a média foi de um
incêndio do tipo por dia no estado em 2010, quando foram atingidos 253 barracos
(danos individuais) e 112 favelas (afetan-do uma comunidade inteira ou
parcialmente). O fato de as casas serem de madeira e ficarem muito próximas
facilita a propagação das chamas.
Outra dificuldade é o acesso. No caso de domingo na
Favela Corujão, como não há rua, os bombeiros precisaram entrar pela empresa ao
lado e quebrar o muro, para então combater o fogo por trás da comunidade, o
que atrasou a ação. A orientação dos bombeiros, em
caso de incêndio, é deixar o local imediatamente, sem querer salvar nada antes.
De acordo com o tenente Palumbo, depois de
curto-circuito, as principais razões de incêndio em favelas são displicência ao
cozinhar, vazamento de gás e causas criminosas, como teria ocorrido no Moinho,
no bairro Campos Elíseos, em dezembro. Segundo o relatório da corporação, uma
usuária de crack colocou fogo na sua casa e provocou o incêndio. A polícia
ainda investiga. Regularização /A Eletropaulo informa que começou a regularizar
as ligações clandestinas de energia nas favelas da Grande São Paulo em 2004 e
já alcançou 75% delas, o que representa 1.200 comunidades, 460 mil famílias e
quase 2 milhões de pessoas. A maioria das cerca de 400 favelas sem
regularização não oferece condições necessárias, como é o caso do Corujão. “São
aglomerados de madeira dentro de um terreno particular, sem acesso e nenhuma
infraestrutura”, diz José Cavaretti, gerente de Novos Merca-dosda Eletropaulo.
Segundo ele, faltam ruas para colocar postes e a instalação das casas é
precária para ter rede de energia interna.
As condições de insegurança, afirma, continuariam
se as redes fossem instaladas nessa situação. Outras favelas não são atendidas
por estarem em processo de remoção por ocupar área de proteção ambiental ou de
risco. Disponível em: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/12438/Ligacoes+clandestinas+causam+risco+de+incendios
. Analise criticamente a notícia deste material e, imaginando que lecione em
uma escola próxima a essa comunidade, como poderia problematizar a situação
relatada? Que conhecimentos, de diferentes áreas, poderiam ser mobilizados no
sentido de substituir uma compreensão ingênua da situação por outra mais
dialética numa perspectiva menos local e mais global do problema?
obrigada pelo resumo !
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