COLÉGIO
ESTADUAL FRED GEDEON
PACTO
PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO – 2014
ORIENTADOR: GENIVALDO
PEREIRA DOS SANTOS
FORMADOR: JOSÉ ROBERTO
Socialização feita pelos cursistas. Uma discussão bastante rentável e
com muitas intervenções.
CADERNO III
Promova um debate entre os professores
participantes deste curso tendo como tema a seguinte questão: “Que relações
existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia
da cultura?” Registre esse debate e compartilhe as conclusões em suas redes de
contato. (pag. 17)
Ensino sempre pensando na concepção de que o
jovem atual é dinâmico e tem um olhar sempre à frente do tempo, principalmente
em relação à ciência e a tecnologia, ensinar a estes jovens se torna um
processo também dinâmico e novo todos os dias. O professor precisa está sempre
conectado no mundo dos jovens para tornar essa relação de ensino prazerosa e
eficiente com finalidade a realidade vividas, mas para isso o ensino tem que
está relacionado ao mundo do trabalho, da ciência e da tecnologia da cultura de
forma integral. O ensino pelo ensino não tem muito sentido se não há uma
integração da realidade com o currículo escolar. Não é preparar o aluno para o
mundo do trabalho ou para uma concorrência por uma vaga na universidade, mas
preparar o jovem para o mundo com todas as suas relações políticas, econômicas,
sociais e culturais e mais tecnológicas, é preciso compreender essa realidade
para colocar em prática as determinações das Diretrizes Currículares do Ensino
Médio de forma a desenvolver um trabalho de formação humana que contemple todos
os jovens. Os jovens ‘se
apropriam do social e reelaboram práticas, valores, normas e visões de mundo a
partir de uma representação dos seus interesses e necessidades; interpretam e
dão sentido ao seu mundo’.
Não deve em momento
algum provocar o abandono do conteúdo em si nas situações de ensino. Mas
sublinho uma educação voltada para a demanda, resgatando na dimensão crítica de
cada conhecimento. O processo inclui uma reação/sujeito, que supõe a
reelaboração e a ampliação desse conhecimento, criando possibilidade e ação. A
linha de ação pedagógica assumida incide numa ampliação de visão na qual o
ensino supera a forma conteudista que sempre o caracterizou.
Dessa forma como é organizada a disciplina, caracteriza a relevância em
aproximar o aluno da interação com a ciência e com a tecnologia em todas as
dimensões da sociedade, considerando-se as suas relações recíprocas,
oportunizando-se ao educando uma concepção ampla e humanista do contexto
científico-tecnológico. Incitando os alunos a exercerem a sua cidadania com um
olhar diferenciado sobre a educação e sobre seu papel enquanto cidadão.
Que relações você estabelece entre essas
“finalidades” e o que é praticado nas escolas, considerando sua experiência
como aluno e como professor?
Refletir: essas finalidades não são
“disciplinares”, mas emergem da contribuição que cada disciplina, cada área,
cada experiência vivida dentro e fora da escola oferece no processo formativo
ao longo da vida. Em vista dessa consideração, escreva um texto no qual você
evidencie as contribuições do que você ensina para o desenvolvimento da
autonomia intelectual e moral de seus alunos. (pag 34)
Todas as
finalidades citadas são consideradas relevantes no processo de
ensino-aprendizagem na minha experiência enquanto professora, essa finalidades
são resultantes do que pretendemos desenvolver nos alunos, no entanto
encontramos desafios no decorrer do processo educativo para alcançá-las,
principalmente hoje num mundo globalizado, onde o professor precisa sempre está
atento as mudanças e inovações sociais, políticas e econômicas, mas também
tecnológica. Para tanto faz-se necessário a construção da autonomia pautada nas
trocas sociais e interindividuais e na cooperação entre os pares num sistema de
operações executadas em comum ou por reciprocidade. Partindo do pressuposto de
que a construção da autonomia intelectual do aluno está em dependência das
atividades que ele estabelece ao longo de sua vida na escola e fora dela,
torna-se necessário e fundamental conhecer como ele constrói o conhecimento
para que se entenda a natureza das interações que o aluno estabelece a partir
do que vivenciou.
Olhar
o aluno em termos de suas potencialidades, não quer dizer simplesmenteignorar
seus erros, mas sim dar importância adequada a eles. Quando um aluno é
condenado por seus erros, exagera-se a importância destes mesmos erros. Quando,
por meio dos erros, verifica-se qual o processo que o aluno está adotando na
busca pelo conhecimento e adaptam-se os métodos às capacidades cognitivas do
aluno, tem-se uma atitude pedagógica coerente com uma postura preocupada com um
desenvolvimento pleno e rico.
Na
verdade, o desenvolvimento tanto da autonomia quanto da criatividade nos alunos
são pressupostos desejáveis de uma educação de qualidade. Entretanto, para que
se consiga atingir tal objetivo é preciso que os professores mudem sua visão de
educação. A postura tradicional de cópia, de repetição e de atribuição dos
conhecimentos ao professor ("o detentor do saber", aquele que
vai "dar" o conhecimento para o passivo aluno que vai "receber"
o que já está pronto e acabado) precisa ser substituída por uma atuação mais
marcante do aluno na construção de seu próprio saber. A pesquisa necessita
ganhar cada vez mais espaço na escola e o conhecimento deve ser visto com algo
a ser construído por ambos: professor e aluno.
O papel do professor na
construção da autonomia intelectual, deve estabelecer um vínculo mediador e
assim pouco a pouco despertar a autonomia em seus educandos.Despertando uma
atitude crítica e clara em relação a que tipo de sociedade queremos construir e
que tipos de opções políticas, sociológicas e filosóficas nos são necessárias
para ajudar a construir essa sociedade almejada. Para isso precisamos construir
sujeitos curiosos e autônomos.
A formação da moral autônoma tem grandes contribuições na aprendizagem das
crianças com resultados que podem ser observados desde a infância até a vida
adulta do indivíduo.
A educação moral deve partir do desenvolvimento intelectual do indivíduo e ter
uma vida social intensa. Apoiar as manifestações das opiniões e atitudes dos
jovens, deve-se respeitar a autonomia e a dignidade do ser educando.
Concluímos que a formação da moralidade influi na educação, e que ao
analisarmos suas duas formas de desenvolvimento na infância, podemos afirmar
que a formação da moral autônoma é a mais apropriada para o melhor aprendizado
das crianças e jovens para sua formação social e como cidadãos ativos na
sociedade.
A autonomia moral como meta na educação procura estabelecer como a formação da
moral autônoma nos jovens. Pois é através da educação que formaremos sujeitos
críticos, libertos, autônomos e capazes de formarem sujeitos humanos, dotados
de amor e sabendo acolher o diferente, pois é na diferença que a autonomia
acontece.
3. Organize uma roda de diálogo com os jovens
alunos da escola e com seus colegas professores; – sobre o currículo da escola;
sobre o currículo vivido por estes alunos; sobre o sentido do conhecimento
escolar, das experiências vividas mediadas por esse conhecimento e sobre a
necessidade de outros conhecimentos e abordagens; conduza de modo a fazer
emergir propostas, sugestões de outros encaminhamentos para o currículo, para
as disciplinas e para outros arranjos curriculares, considerando as dimensões
do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia. Sistematize as conclusões
e socialize seus registros em redes virtuais interativas. (pag 44)
Desde as origens da educação, entendida sob a
ótica da prática formal escolar, discutiu-se, mesmo que sob outras
nomenclaturas e não necessariamente usando um conceito de currículo, quais
conhecimentos, valores, comportamentos e habilidades aquela instituição deveria
disponibilizar aos educandos.
É possível constatar-se como as propostas
curriculares foram se alterando nos seus fundamentos filosóficos, quanto aos
ideais pedagógicos, em relação à concepção de homem e, principalmente, no que
diz respeito aos conhecimentos a serem socializados.
Em educação, gradativamente, o Estado passou
a discursar em prol da formação de um cidadão. E, qual seria o currículo
escolar mais adequado para se formar um cidadão?
Partindo dessa pergunta alunos e professores
discutiram sobre qual o currículo pode ser elaborado buscando um resultado
integral e de autonomia intelectual, mas que consiga abranger todas as
necessidades exigidas pela sociedade nesse “novo” momento social, segundo
muitos defensores, pede um novo conjunto de conhecimentos que expressem a
complexidade da sociedade globalizada, cheia de novidades interessantes para os
jovens, assim com a colaboração de todos conseguiu-se chegar a uma conclusão.
O currículo precisa ser claro e trazer a
modernidade tecnológica na sua base, mas também ser multidisciplinar, e com
isso todos os professores precisam ter mais conhecimento das outras disciplinas
para que as aulas não sejam tão “recortadas”. Para isso é importante que sejam
oferecidas formações práticas à todos os professores, e esse currículo não
fique apenas na fala e no papel, pois muitos professores tem o conhecimento do
que é multidisciplinar, mas no momento da prática isso não acontece, são sempre
utilizadas as velhas “gavetinhas” das disciplinas.
O uso dos novos recursos tecnológicos
existentes na escola com maior freqüência, mas com aulas planejadas e dinâmicas
e não apenas passar slides na TV PENDRIVE cheios de textos sem nenhuma conexão
com o mundo e como se fosse um livro na TV.
É preciso organizar um currículo que
desenvolva no educando atitudes como:
·
Estabeleça interação com as
linguagens do seu tempo, analisando criticamente o poder das tecnologias de
comunicação, tornando-se não apenas um receptor, mas um produtor de
significados.
·
Reconheça que grupos humanos tem
características distintas, diferentes de um lugar para o outro, mas que trazem
o sentido do universal que os faz integrantes da humanidade, provocando
responsabilidades mútuas neste planeta.
·
Compreenda o trabalho como
atividade fundamental do ser humano, entendendo a atividade produtora como
constituinte da própria identidade pessoal na transformação da sociedade.
·
Incorpore princípios éticos que
promovam mudanças fundamentais, criando-se uma nova relação que integre
trabalho/ produção/ prazer/ qualidade de vida favorecendo uma leitura crítica e
uma ação transformadora sobre a relação trabalho/ exploração/ consumismo.
·
Compreenda as relações de
interdependência entre os seres, desenvolvendo ações orientadas para a
transformação do meio ambiente físico, social e cultural que garantam condições
mais plenas de vida cidadã para todos.
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