segunda-feira, 22 de setembro de 2014

CADERNO III -PÁGINAS 17 - 34 E 44

COLÉGIO ESTADUAL FRED GEDEON
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO – 2014
ORIENTADOR: GENIVALDO PEREIRA DOS SANTOS
FORMADOR: JOSÉ ROBERTO

Socialização feita pelos cursistas. Uma discussão bastante rentável e com muitas intervenções.

CADERNO III
Promova um debate entre os professores participantes deste curso tendo como tema a seguinte questão: “Que relações existem entre o que eu ensino e o mundo do trabalho, da ciência, da tecnologia da cultura?” Registre esse debate e compartilhe as conclusões em suas redes de contato. (pag. 17)

Ensino sempre pensando na concepção de que o jovem atual é dinâmico e tem um olhar sempre à frente do tempo, principalmente em relação à ciência e a tecnologia, ensinar a estes jovens se torna um processo também dinâmico e novo todos os dias. O professor precisa está sempre conectado no mundo dos jovens para tornar essa relação de ensino prazerosa e eficiente com finalidade a realidade vividas, mas para isso o ensino tem que está relacionado ao mundo do trabalho, da ciência e da tecnologia da cultura de forma integral. O ensino pelo ensino não tem muito sentido se não há uma integração da realidade com o currículo escolar. Não é preparar o aluno para o mundo do trabalho ou para uma concorrência por uma vaga na universidade, mas preparar o jovem para o mundo com todas as suas relações políticas, econômicas, sociais e culturais e mais tecnológicas, é preciso compreender essa realidade para colocar em prática as determinações das Diretrizes Currículares do Ensino Médio de forma a desenvolver um trabalho de formação humana que contemple todos os jovens. Os jovens ‘se apropriam do social e reelaboram práticas, valores, normas e visões de mundo a partir de uma representação dos seus interesses e necessidades; interpretam e dão sentido ao seu mundo’.
   Não deve em momento algum provocar o abandono do conteúdo em si nas situações de ensino. Mas sublinho uma educação voltada para a demanda, resgatando na dimensão crítica de cada conhecimento. O processo inclui uma reação/sujeito, que supõe a reelaboração e a ampliação desse conhecimento, criando possibilidade e ação. A linha de ação pedagógica assumida incide numa ampliação de visão na qual o ensino supera a forma conteudista que sempre o caracterizou.
    Dessa forma como é organizada a disciplina, caracteriza a relevância em aproximar o aluno da interação com a ciência e com a tecnologia em todas as dimensões da sociedade, considerando-se as suas relações recíprocas, oportunizando-se ao educando uma concepção ampla e humanista do contexto científico-tecnológico. Incitando os alunos a exercerem a sua cidadania com um olhar diferenciado sobre a educação e sobre seu papel enquanto cidadão.

Que relações você estabelece entre essas “finalidades” e o que é praticado nas escolas, considerando sua experiência como aluno e como professor?
Refletir: essas finalidades não são “disciplinares”, mas emergem da contribuição que cada disciplina, cada área, cada experiência vivida dentro e fora da escola oferece no processo formativo ao longo da vida. Em vista dessa consideração, escreva um texto no qual você evidencie as contribuições do que você ensina para o desenvolvimento da autonomia intelectual e moral de seus alunos. (pag 34)

Todas as finalidades citadas são consideradas relevantes no processo de ensino-aprendizagem na minha experiência enquanto professora, essa finalidades são resultantes do que pretendemos desenvolver nos alunos, no entanto encontramos desafios no decorrer do processo educativo para alcançá-las, principalmente hoje num mundo globalizado, onde o professor precisa sempre está atento as mudanças e inovações sociais, políticas e econômicas, mas também tecnológica. Para tanto faz-se necessário a construção da autonomia pautada nas trocas sociais e interindividuais e na cooperação entre os pares num sistema de operações executadas em comum ou por reciprocidade. Partindo do pressuposto de que a construção da autonomia intelectual do aluno está em dependência das atividades que ele estabelece ao longo de sua vida na escola e fora dela, torna-se necessário e fundamental conhecer como ele constrói o conhecimento para que se entenda a natureza das interações que o aluno estabelece a partir do que vivenciou.
Olhar o aluno em termos de suas potencialidades, não quer dizer simplesmenteignorar seus erros, mas sim dar importância adequada a eles. Quando um aluno é condenado por seus erros, exagera-se a importância destes mesmos erros. Quando, por meio dos erros, verifica-se qual o processo que o aluno está adotando na busca pelo conhecimento e adaptam-se os métodos às capacidades cognitivas do aluno, tem-se uma atitude pedagógica coerente com uma postura preocupada com um desenvolvimento pleno e rico.
Na verdade, o desenvolvimento tanto da autonomia quanto da criatividade nos alunos são pressupostos desejáveis de uma educação de qualidade. Entretanto, para que se consiga atingir tal objetivo é preciso que os professores mudem sua visão de educação. A postura tradicional de cópia, de repetição e de atribuição dos conhecimentos ao professor ("o detentor do saber", aquele que vai "dar" o conhecimento para o passivo aluno que vai "receber" o que já está pronto e acabado) precisa ser substituída por uma atuação mais marcante do aluno na construção de seu próprio saber. A pesquisa necessita ganhar cada vez mais espaço na escola e o conhecimento deve ser visto com algo a ser construído por ambos: professor e aluno.
O papel do professor na construção da autonomia intelectual, deve estabelecer um vínculo mediador e assim pouco a pouco despertar a autonomia em seus educandos.Despertando uma atitude crítica e clara em relação a que tipo de sociedade queremos construir e que tipos de opções políticas, sociológicas e filosóficas nos são necessárias para ajudar a construir essa sociedade almejada. Para isso precisamos construir sujeitos curiosos e autônomos.
     A formação da moral autônoma tem grandes contribuições na aprendizagem das crianças com resultados que podem ser observados desde a infância até a vida adulta do indivíduo.
     A educação moral deve partir do desenvolvimento intelectual do indivíduo e ter uma vida social intensa. Apoiar as manifestações das opiniões e atitudes dos jovens, deve-se respeitar a autonomia e a dignidade do ser educando.
     Concluímos que a formação da moralidade influi na educação, e que ao analisarmos suas duas formas de desenvolvimento na infância, podemos afirmar que a formação da moral autônoma é a mais apropriada para o melhor aprendizado das crianças e jovens para sua formação social e como cidadãos ativos na sociedade.
     A autonomia moral como meta na educação procura estabelecer como a formação da moral autônoma nos jovens. Pois é através da educação que formaremos sujeitos críticos, libertos, autônomos e capazes de formarem sujeitos humanos, dotados de amor e sabendo acolher o diferente, pois é na diferença que a autonomia acontece.
3. Organize uma roda de diálogo com os jovens alunos da escola e com seus colegas professores; – sobre o currículo da escola; sobre o currículo vivido por estes alunos; sobre o sentido do conhecimento escolar, das experiências vividas mediadas por esse conhecimento e sobre a necessidade de outros conhecimentos e abordagens; conduza de modo a fazer emergir propostas, sugestões de outros encaminhamentos para o currículo, para as disciplinas e para outros arranjos curriculares, considerando as dimensões do trabalho, da ciência, da cultura e da tecnologia. Sistematize as conclusões e socialize seus registros em redes virtuais interativas. (pag 44)

Desde as origens da educação, entendida sob a ótica da prática formal escolar, discutiu-se, mesmo que sob outras nomenclaturas e não necessariamente usando um conceito de currículo, quais conhecimentos, valores, comportamentos e habilidades aquela instituição deveria disponibilizar aos educandos.
É possível constatar-se como as propostas curriculares foram se alterando nos seus fundamentos filosóficos, quanto aos ideais pedagógicos, em relação à concepção de homem e, principalmente, no que diz respeito aos conhecimentos a serem socializados.
Em educação, gradativamente, o Estado passou a discursar em prol da formação de um cidadão. E, qual seria o currículo escolar mais adequado para se formar um cidadão?
Partindo dessa pergunta alunos e professores discutiram sobre qual o currículo pode ser elaborado buscando um resultado integral e de autonomia intelectual, mas que consiga abranger todas as necessidades exigidas pela sociedade nesse “novo” momento social, segundo muitos defensores, pede um novo conjunto de conhecimentos que expressem a complexidade da sociedade globalizada, cheia de novidades interessantes para os jovens, assim com a colaboração de todos conseguiu-se chegar a uma conclusão.
O currículo precisa ser claro e trazer a modernidade tecnológica na sua base, mas também ser multidisciplinar, e com isso todos os professores precisam ter mais conhecimento das outras disciplinas para que as aulas não sejam tão “recortadas”. Para isso é importante que sejam oferecidas formações práticas à todos os professores, e esse currículo não fique apenas na fala e no papel, pois muitos professores tem o conhecimento do que é multidisciplinar, mas no momento da prática isso não acontece, são sempre utilizadas as velhas “gavetinhas” das disciplinas.
O uso dos novos recursos tecnológicos existentes na escola com maior freqüência, mas com aulas planejadas e dinâmicas e não apenas passar slides na TV PENDRIVE cheios de textos sem nenhuma conexão com o mundo e como se fosse um livro na TV.
É preciso organizar um currículo que desenvolva no educando atitudes como:
·         Estabeleça interação com as linguagens do seu tempo, analisando criticamente o poder das tecnologias de comunicação, tornando-se não apenas um receptor, mas um produtor de significados.
·         Reconheça que grupos humanos tem características distintas, diferentes de um lugar para o outro, mas que trazem o sentido do universal que os faz integrantes da humanidade, provocando responsabilidades mútuas neste planeta.
·         Compreenda o trabalho como atividade fundamental do ser humano, entendendo a atividade produtora como constituinte da própria identidade pessoal na transformação da sociedade.
·         Incorpore princípios éticos que promovam mudanças fundamentais, criando-se uma nova relação que integre trabalho/ produção/ prazer/ qualidade de vida favorecendo uma leitura crítica e uma ação transformadora sobre a relação trabalho/ exploração/ consumismo.
·         Compreenda as relações de interdependência entre os seres, desenvolvendo ações orientadas para a transformação do meio ambiente físico, social e cultural que garantam condições mais plenas de vida cidadã para todos.




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