COLÉGIO ESTADUAL
FRED GEDEON
PACTO PELO
FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO – 2014
ORIENTADOR: GENIVALDO PEREIRA DOS SANTOS
FORMADOR: JOSÉ ROBERTO
CADERNO VI
AVALIAÇÃO NO ENSINO MÉDIO
- Avaliação educacional: uma
introdução
A
avaliação da aprendizagem, conforme a Lei de Diretrizes de Bases da Educação
Nacional (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, pode ser adotada com
vistas à promoção, aceleração de estudos
e classificação, e deve ser desenvolvida
pela escola refletindo a proposta expressa
em seu projeto político-pedagógico. Importante
observar que a avaliação da aprendizagem deve assumir caráter educativo,
viabilizando especialmente ao estudante a condição de analisar seu percurso e
ao professor e à escola identificar dificuldades e potencialidades individuais
e coletivas.
A
avaliação institucional, via de regra interna, é realizada a partir da proposta
pedagógica da escola, assim como dos planos de trabalho e de ensino, que devem
ser avaliados sistematicamente, de maneira que a instituição possa analisar
seus avanços e localizar aspectos que merecem reorientação.
A
avaliação externa de escolas e redes de ensino é responsabilidade do Estado,
seja realizada pela União, seja pelos demais entes federados. Em âmbito
nacional, no Ensino Médio,
ela está
contemplada no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com resultados
de Língua Portuguesa e de Matemática, com foco em leitura e resolução de problemas
respectivamente, que, juntamente com as taxas de aprovação, são utilizados no cálculo do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), instituído com o propósito de medir
a qualidade de cada escola, no caso do
ensino fundamental público, e de cada rede, ainda que essa concepção de qualidade,
como uma das polêmicas do Ideb, possa ser considerada limitada.
Tal
perspectiva de avaliação contrapõe-se ao senso comum de conceber a avaliação
como sinônimo de medida ,prova, e tendo como função a classificação e a
hierarquização, consequência de uma concepção que vê a formação e a educação
como “bem privado” que deve nos conduzir ao sucesso individual. Seria necessário,
portanto, perseguirmos o desafio de tornar senso comum outra noção de
avaliação, ou seja, percebê-la como parte integrante dos processos de ensino e
aprendizagem, com funções diagnóstica, formativa e somativa.
Uma
possível primeira resposta seria que queremos e trabalhamos por educação de qualidade.
Mas este conceito – da qualidade educacional – é polissêmico, tanto do ponto de
vista pedagógico, quanto do social e político, não podendo ser analisado fora
da totalidade do contexto histórico e da realidade das relações sociais. A
qualidade da educação é “um fenômeno complexo que possui determinações
intraescolares — currículo, formação docente, gestão escolar, avaliação da
aprendizagem, condições de
trabalho,
infraestrutura das escolas etc. — e extraescolares
- condições de vida da população, capital econômico, cultural e social das
famílias dos alunos, entorno social da escola,distribuição de renda, violência,
entre outros” (CARTA DE CAMPINAS, 2011, p. 1). Portanto, de início, demarcamos
que seria equivocado utilizar e relacionar exclusivamente a avaliação como a
única prática escolar capaz de garantir ou revelar a qualidade do processo de
escolarização. Ou ainda, seria uma ilusão social acreditar que avaliar os
sistemas de ensino garantiria sua qualidade.
No plano
das políticas públicas, que devem conceber a educação como um bem público e
direito dos jovens, a prática da avaliação, como recurso para compreensão do
fenômeno educacional, deve estar salientada na perspectiva de um ensino médio
integral voltado para a construção da autonomia, da cidadania, da
solidariedade, da identidade nacional e da responsabilidade social.
Em termos
educacionais, a avaliação é uma prática social carregada de valores, extremamente
complexa, tanto epistemológica, técnica, ética bem como politicamente. É
condição
que seja
integrada à proposta político-pedagógica do nível/modalidade que se aplica, no
caso, o ensino médio, e coerente com a concepção de formação que propomos aos
nossos jovens na etapa da educação em discussão, alinhada com os objetivos de
uma formação integral.
A
necessidade de encarar a avaliação vinculando-a ao desafio da aprendizagem
deriva do esforço de desvinculá-la dos mecanismos de aprovação ou reprovação e,
mais importante, destaca outra finalidade da avaliação educacional, em que se
concentra sua verdadeira dimensão política; pois, numa escola que se pretenda
democrática e inclusiva, as práticas avaliativas deveriam se pautar por garantir
que, no limite, todos aprendam tudo, ainda mais quando nos reportamos ao ensino
fundamental e ao ensino médio, etapas obrigatórias por força da lei ou por
pressões sociais. Essa obrigatoriedade é assim fixada, entre várias razões,
para que a ninguém seja dado o direito de se excluir de conhecimentos
considerados indispensáveis para o aproveitamento de outros direitos, e como
condição para uma vida mais autônoma. Admitindo-se por hipótese — hipótese, evidentemente, não exaustiva do complexo
fenômeno escolar que o que a escola faz é o que faz a escola, coloca-se o
questionamento sobre os impactos das práticas avaliativas das escolas,
inclusive na constituição de um currículo oculto, algo marcante para a
construção de representações sobre a escola e de suas conexões com sua democratização,
que não pode ficar restrita à eliminação da reprovação evidentemente, um
obstáculo à universalização da
Escola. É
necessária a condução ao debate mais profundo sobre as causas da seletividade
escolar, que, por seu turno, faz da avaliação sobretudo aquela concentrada no
final dos períodos letivos para fins de decisão acerca da promoção para a série
seguinte ou da reprovação -Mum processo relevante e revelador da natureza
social excludente da escolarização
Formação
de Professores do Ensino Médio tarefas (itens) baseadas em matrizes de
avaliação construídas em torno de habilidades e competências que os alunos
deveriam desenvolver em determinados momentos do processo de escolarização. As
avaliações externas permitem as equipes escolares possam efetuar dois
movimentos: um, de comparação consigo mesma, por conta das séries históricas, e
outro em relação a outras escolas do Estado, da região ou do Brasil, conforme
os dados aos quais tenha
acesso.
Com a ressalva de que essas avaliações não têm como objeto toda a riqueza
curricular das escolas em função dos instrumentos utilizados, como é o exemplo
das provas padronizadas sobre leitura; elas concentram-se em objetos que as
provas padronizadas podem abarcar, o que não lhes tira a importância, mas não
lhes confere o poder que querem imputar em alguns casos. Eis porque, mesmo que
bem elaboradas, suas matrizes de avaliação, ou matrizes de referência, como
também são denominadas, não podem ser tomadas como proposta curricular, porém apenas
como um referencial. Evidentemente, os resultados das avaliações externas podem
e devem ser utilizados como parte do processo de avaliação do projeto
educacional de cada escola e, por isso, vêm a alimentar sua avaliação
institucional.
Reflexão e ação – Pág. 17 - 18
A partir
de sua formação inicial e continuada e de sua experiência docente, discuta e
reflita com colegas de outra área distinta as questões abaixo (sugerimos
pequenos grupos de 3 professores de áreas bastante distintas, por exemplo, Educação
Física, Matemática e Sociologia):
– quais
têm sido os maiores desafios no campo da avaliação educacional?
– qual
sua concepção de avaliação e como ela se constituiu na sua trajetória docente?
-Avaliação
da aprendizagem: algumas questões
A
avaliação da aprendizagem, que, por conta das avaliações externas, passa a ser
denominada também de avaliação interna, engloba três momentos extremamente
relevantes para o desenvolvimento curricular, como salientado em Perrenoud
(1999).
a)
Inicial: quando é conduzida, preferencialmente, antes do início do ano letivo
ou de um novo tópico de ensino. Configura a avaliação com função diagnóstica,
que permite aos professores, em decorrência dos resultados, refletirem sobre a
programação das atividades e correspondentes materiais de apoio a serem
desenvolvidas com seus alunos, inclusive para trabalharem com as possíveis
diferenças entre os alunos, em cada turma e na escola como um todo.
b)
Intermediário: quando é desencadeada durante o desenvolvimento do programa
curricular. Configura a avaliação com função formativa, que deve, entre outros
aspectos, favorecer a revisão das estratégias de ensino e eventuais ajustes nas
atividades planejadas, servindo, igualmente, para que os alunos tomem consciência
de seus progressos e dificuldades, contribuindo para que se tornem sujeitos plenos
de suas aprendizagens.
Essa
avaliação pode ser tomada como uma avaliação para a aprendizagem, pois se
organiza com vistas às iniciativas que os professores devem desencadear para
que as aprendizagens ocorram enquanto a proposta curricular ainda está em desenvolvimento
no período letivo, por isso é que se trata de uma avaliação que ocorre durante
a ação docente.
c) Final:
quando é desencadeada ao final do ano letivo ou de um tópico de ensino.
Configura
a avaliação com função somativa, que se reveste de grande utilidade, pois seus
resultados permitem julgar o aprendizado, isto é, o ganho de cada aluno, turma
e escola, supondo-se que tenham sido estabelecidos os patamares no início do
processo. Essa função avaliativa alimenta, também, a avaliação de currículos e
programas, fornecendo indicações de atividades a serem (re)pensadas pela equipe
escolar no prosseguimento do processo de aprendizagem, quer para ações
suplementares – quando é o caso de tópicos dentro de um ano letivo –, quer para
o próximo ano, ganhando ares de avaliação diagnóstica.
Raphael
(1995, p. 34), diante da polêmica sobre o lugar dos procedimentos técnicos da
avaliação em face de suas dimensões políticas, salienta que
A
qualidade técnica de um processo avaliativo reside, essencialmente, no
aprimoramento dos instrumentos utilizados. Estes instrumentos têm o objetivo de
obter dados de medida que formarão um conjunto ao qual será atribuído o juízo
de valor. Estes dados que servirão ao julgamento necessitam ter qualidades
técnicas para que o juízo seja aceitável. Devem ainda ser coerentes com a
totalidade do processo, pois nesta fase são decididas questões como: para que
servem os dados? Que informações são necessárias? Como serão obtidas as informações?
A quem caberá esta tarefa?
Vale ressaltar
que uma atividade avaliativa não quer dizer uma atividade isolada ou de curta
duração, pois é sua relação com aquilo que queremos avaliar que determina a
duração da mesma, o que inclui a possibilidade de distribui-la no tempo. Por
exemplo, o fato de um aluno escrever uma vez uma palavra de forma errada não
necessariamente indica que não saiba escrevê-la, podem ocorrer descuidos ou
pequenas confusões. Por conseguinte, é necessário observar outras produções da
mesma palavra – ou palavras semelhantes – para que possamos afirmar que o aluno
sabe – ou não – escrevê-la ou que domina a habilidade subjacente à sua escrita
Reflexão e Ação Pág. 28
Em consulta
ao projeto político-pedagógico e aos planos de ensino (aos quais você possa ter
acesso) de sua escola, procure identificar os seguintes elementos:
– Definição(ões)
de avaliação da aprendizagem encontrada(s).
– Quais
os instrumentos e procedimentos mais utilizados.
–
Critérios para atribuição de notas ou conceitos e de aprovação.
–
Instâncias e participantes para definição da situação de cada aluno ao final do
ano letivo.
– Outras
observações que considere relevantes para a discussão de avaliação da aprendizagem
- Avaliação
e taxas de rendimento: uma relação a ser problematizada
Como
destacado em Moraes e Alavarse (2011), a avaliação do ensino médio não
necessariamente deve seguir o modelo que considera apenas o desempenho de seus
alunos em avaliações externas, mas também, procurar por outros aspectos, entre
os quais se encontram as taxas de rendimento, que compreendem as taxas de
aprovação, reprovação e abandono apuradas ao final de cada período letivo. Ou
as taxas de distorção idade-série e as taxas líquida e bruta de matrícula.
As taxas
de rendimento no ensino fundamental e médio brasileiros indicam uma realidade
preocupante, pois exemplificariam que
o direito
à educação penosamente conquistado estaria sendo negado na prática, com várias
consequências negativas, mais ainda para alunos com nível socioeconômico mais
baixo.
[...] a
qualidade da aprendizagem na educação básica não depende tanto do regime de
avaliação quanto da organização curricular.
[...] é
incontestável que também o discurso curricular deva contribuir para a melhoria
do sucesso educativo do aluno, principalmente nos seguintes aspectos: currículo
centrado nos alunos; diferenciação da aprendizagem; concretização dos apoios
educativos; adaptações curriculares e Curricula
alternativos; perfil do aluno, com a identificação das competências básicas; estrutura
curricular flexível; programas adequados, organização do conhecimento baseada
em projetos curriculares integrados.
Entretanto,
é possível concebermos uma perspectiva de avaliação cuja vivência seja marcada
pela lógica da inclusão, do diálogo, da construção da autonomia, da mediação,
da participação, da construção da responsabilidade com o coletivo.
Tal
perspectiva de avaliação alinha-se com a proposta de uma escola mais
democrática, inclusiva, que considera as infindáveis possibilidades de realização
de aprendizagens por parte dos estudantes. Essa concepção de avaliação parte do
princípio de que todas as pessoas são capazes de aprender e de que as ações
educativas, as estratégias de ensino, os conteúdos das disciplinas devem ser
planejados a partir dessas infinitas possibilidades de aprender dos estudantes
Reflexão e Ação – Pág. 38-39
Após ter
visto alguns dados nacionais sobre as taxas de rendimento, procure levantar os
dados de sua escola e, sobre eles, observe os seguintes questionamentos:
– Quais
são os dados e taxas de rendimento de sua escola?
– O que
esses dados lhes revelam?
– Como
esses dados são discutidos entre os professores?
– Existe,
na escola, algum debate sobre eventuais relações entre as taxas de rendimento e
a avaliação da aprendizagem nas disciplinas ou em algumas das disciplinas?
– Existe,
na escola, algum debate sobre eventuais relações entre as taxas de rendimento e
a avaliação da aprendizagem nas disciplinas ou em algumas das disciplinas?
- Avaliações
externas: novos desafios e tensões
As
experiências iniciais de avaliações ex-ternas, até mesmo fora do Brasil, foram
justificadas como necessárias para monitorar o funcionamento de redes de
ensino, além de fornecer subsídios para seus gestores na formulação de
políticas educacionais com dados melhor definidos em termos dos resultados que,
por sua vez, decorreriam das aprendizagens dos alunos. Não necessariamente
essas avaliações tinham como foco cada escola das redes avaliadas,
especialmente nos casos em que se recorria às avaliações por amostragem.
Por
iniciativa do Ministério da Educação (MEC), tivemos no início dos anos 1990 a
criação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), desdobrado em 2005
na Avaliação Nacional do
Rendimento
Escolar(Anresc), denominada Prova Brasil, e na Avaliação Nacional da Educação
Básica (Aneb), que, por sua vez, se articulam, em 2007, com o Índice de
Desenvolvimento da
Educação
Básica (Ideb), como exposto por Fernandes (2007). Com efeito, o debate
educacional brasileiro, particularmente envolvendo o ensino fundamental e o
ensino médio, incorporou como duas características marcantes as avaliações
externas e a qualidade da educação escolar, pois esta passa a ser considerada
por parte de gestores, mesmo que sem um consenso na comunidade educacional,
como expressão dos resultados daquelas avaliações, como apontaram Oliveira e
Araujo (2005).
Ressalte-se
que no cálculo do Ideb são incorporadas as taxas de aprovação de todas as
séries de cada uma das etapas anos iniciais e anos finais do ensino fundamental
e ensino médio , apuradas pelo Censo Escolar, e a proficiência média em leitura
e resolução de problemas dos alunos da última série de cada uma das etapas
avaliadas, estimadas pelo Saeb, sendo que para
o ensino
fundamental a participação de escolas públicas na Prova Brasil é censitária
para alunos e escolas, e para o ensino fundamental de escolas privadas e de
todo o ensino médio é amostral por estratos, sendo que em cada Estado são escolhidas
aleatoriamente escolas que representam cada uma das dependências
administrativas federal, estadual, municipal e privada. Paralelamente a essa
avaliação conduzida pelo Instituto
Nacional
de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), identificamos em
várias redes estaduais e municipais iniciativas no sentido de criarem suas
próprias avaliações externas.
Outro
exemplo, extremamente relevante, no que tange às avaliações externas, é o Exame
Nacional do Ensino Médio (Enem), que vem ocupando lugar privilegiado nas
políticas educacionais, com fortes indícios de suas influências no currículo de
escolas do ensino médio, somado aos possíveis impactos na educação de jovens e
adultos (EJA) pelo fato de que esse exame incorporou funções antes destinadas
para o Exame Nacional de Certificação de Competências da Educação de Jovens e
Adultos (Encceja)
Como
aspecto potencialmente positivo, podemos considerar que, com as avaliações externas,
a gestão de escolas e redes passa a incorporar indicadores de desempenho como
mais um elemento para o conhecimento de suas realidades e, assim, pode
estabelecer metas mais precisas e elencar prioridades de intervenção parametrizadas
numa realidade mais ampla, envolvendo a comparação, a depender da avaliação
externa referenciada, com resultados do País, do Estado e do município. Salientando-se,
contudo, que as medidas resultantes dessas avaliações as estimativas de
proficiência não se constituem, por si só, em avaliação, pois uma medida indica
o quanto se atingiu numa determinada escala e a avaliação é o julgamento desse
resultado em função de critérios, para os quais a interpretação
pedagógica
é parte insubstituível do processo avaliativo, que, também, deve levar em consideração
as condições específicas de cada rede e escola, reforçando a importância da
avaliação institucional, como ilustrado em Blasis, Falsarella e Alavarse (2013)
e Oliveira (2008) pelas indicações que fornecem quanto às aprendizagens que são
relevantes para as trajetórias escolares de seus alunos.
No
terreno das avaliações externas, reiteramos que o Enem passa a ser a pedra de
toque para o ensino médio, diante do aparente pequeno impacto do Saeb. Mas,
como Sousa (1999), Sousa e Alavarse (2009) e Vianna (2003) ponderam, mesmo que
em momentos diferenciados, existem restrições para que o Enem seja utilizado
para avaliar o ensino médio, tanto pelo fato de que sua matriz de avaliação não
possa ser tomada como capaz de dar conta do conjunto das atividades
curriculares dessa etapa da educação básica, quanto pelas considerações de que
a avaliação do ensino médio em cada escola deve incorporar outros elementos
para além do desempenho em provas padronizadas. De todo modo, não se pode
descartar o impacto que esse exame passa ter no ensino médio quando se constata
que o movimento acentuado que o constitui como um “vestibular” nacional, com
fortes implicações para seus respondentes pelo ingresso direto na quase
totalidade das universidades federais ou como complemento de vestibulares
tradicionais em universidades federais e estaduais, ou ainda a utilização de
seus resultados para concessão de bolsas na educação superior privada, via o
Programa Universidade para Todos (Prouni).
Nesta
perspectiva, as políticas públicas de educação e de avaliação devem ser
pensadas no âmbito global das redes de ensino e no âmbito próprio das unidades
escolares, considerando o conjunto das relações que são estabelecidas nos
espaços entre as escolas, as famílias, os profissionais da educação e o poder
público.
Reflexão e Ação – Pág. 50 - 51
Na
avaliação institucional de sua escola, como têm sido abordadas as avaliações
externas e como têm sido utilizados seus resultados?
– Existe
algum tipo de atividade voltada para essas avaliações? Como, por exemplo,
organização de simulados, laboratórios ou espaços de diálogos?
– Os
alunos fazem comentários sobre o Enem? Se afirmativo, em que perspectiva?
– A
organização dos planos de ensino, de alguma forma, tem levando em conta as
matrizes de referência do Enem?
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