segunda-feira, 22 de setembro de 2014

RESUMO - CADERNO IV - EIXO I

COLÉGIO ESTADUAL FRED GEDEON
PACTO PELO FORTALECIMENTO DO ENSINO MÉDIO – 2014
ORIENTADOR: GENIVALDO PEREIRA DOS SANTOS
FORMADOR: JOSÉ ROBERTO
CADERNO IV

Áreas de Conhecimento e Integração Curricular

Sobre as disciplinas escolares e a integração curricular
p. 07: “A charge no início deste texto traz em questão a diferença entre os conhecimentos sistematizados da ciência e das letras, mais a experiência de vida do aprendiz. Assim, é bastante comum entre nós professores indagarmos: seriam as estruturas lógicas das disciplinas a melhor forma de promover uma formação que leve ao desenvolvimento humano integral dos nossos estudantes?”
Dimensão da Totalidade
p. 09: “(...) como ao longo do tempo os conhecimentos foram perdendo a dimensão de totalidade, se fragmentando e se compartimentalizando em disciplinas e áreas disciplinares”.

MITO X CIÊNCIA
OBJETIVIDADE X SUBJETIVIDADE
Áreas de conhecimento e sua relação com o currículo
p. 12: “(...) quanto mais a ciência se especializou e se diferenciou, maior o número de novos campos que ela descobriu e descreveu”.
NATUREZA x CIÊNCIA
Áreas do Conhecimento
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio:
Linguagens; Matemática; Ciências da Natureza; Ciências Humanas.
Mas, isso é a mesma coisa que interdisciplinaridade? (p. 15 e p. 33)
O ensino integrado: trabalho, ciência, tecnologia e cultura
O 1°. sentido da integração: a formação omnilateral = todas as dimensões da vida humana.

TRABALHO
A compreensão do trabalho no seu duplo sentido:
a) ontológico, como práxis humana e, então, como a forma pela qual o homem produz sua própria existência na relação com a natureza e com os outros homens e, assim, produz conhecimentos;
b) histórico, que no sistema capitalista se transforma em trabalho assalariado ou fator econômico, forma específica da produção da existência humana sob o capitalismo; portanto, como categoria econômica e práxis diretamente produtiva. (P.21)
CIÊNCIA X NATUREZA
RAZÃO X MITO
TECNOLOGIA
A tecnologia se relaciona com a ciência, mas não é apenas a sua aplicação. Podemos compreender que a tecnologia é um conjunto de sistemas, que modifica e cria – assim como a ciência – alterando a realidade física e social.
Trabalho como princípio educativo
p. 28: “Se há uma unidade nesta relação – trata-se de dimensões da vida social –, ela tem como ponto de partida a produção da existência humana que se dá pelo trabalho, uma vez que o trabalho é mediação concreta entre o homem e a sua realidade natural e social”. p. 30. Como colocar esse princípio em prática?
Pesquisa como princípio pedagógico
A contextualização é importante, mas pode trazer alguns riscos:
aceitar a realidade previamente;  ver de forma linear e determinada a relação entre a realidade (o cotidiano) e o conhecimento científico. (p. 34 e 35)
Pesquisa como princípio pedagógico
O objetivo da pesquisa como princípio pedagógico é “(...) formar as pessoas para produzirem novos conhecimentos, compreender e transformar o mundo em que se vive”. (p. 36)
É metodológico e é Filosófico!
O projeto curricular e a relação entre os sujeitos e suas práticas
O que é específico de sua escola (ou região) e que pode ser usado para compor e demonstrar esta identidade?
A personagem Malba Tahan
No início do século, era bastante difícil de os autores nacionais conseguirem publicar qualquer coisa.
Mello e Souza resolveu criar uma figura exótica e estrangeira, o Malba Tahan , e passar como tradutor dos contos e livros desse.
Ao ler os Contos das Mil e Uma Noites, ainda menino, havia apaixonado-se pela cultura árabe. Partindo desse conhecimento, e melhorando-o com outras leituras e inclusive curso de árabe, construiu seu personagem. Sua criação era uma rara figura: nascido em 1885 na Arábia Saudita, já muito moço fora nomeado prefeito de El Medina pelo emir; depois, foi estudar em Istanbul e Cairo; aos 27 anos, tendo recebido grande herança do pai, saiu em viagem de aventuras pelo mundo afora: Rússia, India e Japão. Em cada aventura, Malba Tahan sempre acabava envolvendo-se com algum engenhoso problema matemático, que resolvia magistralmente.
O sucesso dessa ideia de Mello e Souza foi imediato e ele acabou escrevendo dezenas de livros para seu Malba Tahan :  A Sombra do Arco-Iris (seu livro predileto), Lendas do Deserto, Céu de Allah, etc, etc e o muito famoso O Homem que Calculava ( que além de ter sido traduzido para várias línguas, vendeu mais de 2 milhões de exemplares só no Brasil e está na 42a edição ).
Hoje, o valor pedagógico dessa obra é reconhecido até internacionalmente. Não menos meritória de aplausos é a criatividade entretenedora dos livros de Mello e Souza; o grande escritor Jorge Luiz Borges colocava-os entre os mais notáveis livros da Humanidade. 

Se fizermos uma revisão histórica para compreendermos a diferenciação dos conhecimentos em áreas específicas, veremos que a sua origem esteve pautada em critérios educativos que não pressupunham conduzir ao isolamento em disciplinas.



Ao contrário, a unidade do conhecimento, desde os primeiros filósofos até meados do século XIX, foi o princípio organizador dos diferentes currículos cuja educação deveria garantir o desenvolvimento da pessoa com uma formação integral ou global — física, intelectual e espiritual.
Pode-se dizer que a presença de um currículo fixo preestabelecido e organizado em disciplinas já existia desde a tradição grega e depois medieval. Contudo, na Idade Moderna, com o movimento cultural do Renascimento e o advento da ciência moderna, a revolução galileana do mecanicismo provocada pela junção da matemática com a física experimental desmorona o horizonte protetor que envolvia a morada do homem e aparece outra evidência epistemológica.
Orientado pelo pensamento científico, o cosmo é dissolvido e projetado para um espaço indefinido, onde matéria, energia e partícula se repelem e se atraem seguindo leis rigorosas. Auxiliada pela matemática e pela estatística, a existência humana é reduzida a um estatuto de perfeita objetividade. Pouco a pouco, a análise científica da realidade destrói a unidade e se desintegra em saberes cada vez mais especializados, que explodem cada vez mais em disciplinas particulares. E quanto mais as disciplinas se diversificam, mais elas se distanciam da realidade humana. Nas ciências, o espaço da vida se converte num território neutro e universalizado o qual faz com que o indivíduo se dissocie de sua essência humana.
As áreas de conhecimento na organização curricular, portanto, devem expressar o potencial de aglutinação, integração e interlocução de campos de saber, ampliando o diálogo entre os componentes curriculares e seus respectivos professores, com consequências perceptíveis pelos educandos e transformadoras da cultura escolar rígida e fragmentada. Trata-se de um  tipo de organização que tem a interdisciplinaridade como princípio. Esta, por sua vez, não é um processo interno somente às respectivas áreas, mas também entre os componentes curriculares de outras áreas. Para isto, é o princípio da historicidade do conhecimento que pode contribuir, pois o trabalho pedagógico fecundo ocupa-se em evidenciar, junto aos conceitos, as razões, os problemas, as necessidades e as dúvidas que constituem o contexto de produção de um conhecimento.

No trabalho pedagógico integrado, o método de ensino, então, deve restabelecer as relações dinâmicas e dialéticas entre os conceitos, re-constituindo aquelas que configuram a totalidade concreta da qual se originaram, de modo que o objeto a ser conhecido revele-se gradativamente em suas peculiaridades próprias (GADOTTI, 1995, p. 31). O currículo integrado organiza o conhecimento e desenvolve o processo de ensino-aprendizagem de forma que os conceitos sejam apreendidos como sistema de relações de uma totalidade concreta que se pretende explicar/compreender.
Os processos de trabalho e as tecnolo-gias correspondem a momentos da evolução das forças materiais de produção e podem ser tomados como um ponto de partida histórico e dialético para o processo pedagógico. Histórico porque o trabalho pedagógico fecundo ocupa-se em evidenciar, junto aos conceitos, as razões, os problemas, as necessidades e as dúvidas que constituem o contexto de produção de um conhecimento. A apreensão de conhecimentos na sua forma mais elaborada permite compreender os fundamentos prévios que levaram ao estágio atual de compreensão do fenômeno estudado.
Dialético porque a razão de se estudar um processo de trabalho não está na sua estrutura formal e procedimental aparente, mas na tentativa de captar os conceitos que os fundamentam e as  relações que os constituem. Estes podem estar em conflito ou serem questionados por outros conceitos.
O processo de ensino-aprendizagem contextualizado é um importante meio de estimular a curiosidade e fortalecer a confiança do educando. Por outro lado, sua importância só pode valer se for capaz de fazer com que este tenha consciência sobre seus modelos de explicação e compreensão da realidade, reconhecendo-os como distorcidos ou limitados a determinados contextos;enfrente o questionamento, coloque-os em xeque num processo de desconstrução de conceitos e reconstrução/apropriação de outros.

A escola deve se assumir como parte de um todo social, estabelecendo possibilidades para a construção de um projeto educativo conjunto.

Os tempos e os espaços curriculares po-dem ser também revistos. A ideia de
grade curricular nos leva a tomar os tempos curriculares de forma muito rígida, como frações de horas semanais que o professor disporá com a(s) turma(s) expressas, em seguida, no horário escolar.
De acordo com esse horário, logo imaginamos que o professor entrará em sala e iniciará sua aula, quase sempre sendo concluída com as tarefas para casa ou com aulas de aplicações descontextualizadas e artificiais a partir do conhecimento exposto

Reflexão e ação – Pág. 16 a 19
Filme Ponto de mutação – Original: Mindwalk(1990) – roteiro de Floyd Byars e Fritjof Capra, dirigido por Bernt Amadeus Capra. Adaptação cinematográfica do livro Ponto de Mutação do físico Fritjof Capra, que reflete sobre as problemáticas da sociedade contemporânea colocando em questão o paradigma reducionista/cartesiano — que orienta uma visão de mundo mecanicista e fragmentada — a ser vencido por novos paradigmas que possibilitem uma visão mais sistêmica da realidade humana. Na Ilha de Monte Saint Michel, na França, uma física, afastada do trabalho devido a conflitos éticos, um senador, candidato derrotado nas eleições à presidência dos EUA e um poeta que sofreu uma decepção amorosa e está em busca do sentido da vida se afastando de todo discurso político se encontram e, em um único dia, conversam sobre ciências, ecologia, guerra, política, filosofia. O filme é um convite para repensar não só as ciências e suas formas de produção, como também a visão fragmentada do conhecimento, praticada no cotidiano escolar. Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=7tVsIZSpOdI
Após assistirem ao filme , estimulados para pensar formas de promover uma visão mais integrada sobre os temas no contexto escolar,convidamos vocês para refletirem e esboçarem uma forma de trabalhar o tema “Educação Alimentar e Nutricional” de forma articulada entre os componentes curriculares.
Para provocar o diálogo e dar início à atividade, leiam o texto abaixo e procurem outras fontes de informação.“Alguns elementos para se pensar a Educação Alimentar numa perspectiva Integradora”No Brasil, a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional foi regulamentada em agosto de 2010, por meio do Decreto nº 7.272. A referida legislação institui uma série de diretrizes e objetivos, que podem ser resumidos nos seguintes princípios: “(i) promover o acesso universal à alimentação adequada; (ii) estruturar sistemas justos, de base agroecológica e sustentáveis de produção, extração, processamento e distribuição de
alimentos; (iii) instituir processos permanen-tes de educação e capacitação em segurança alimentar e direito humano à alimentação
adequada; (iv) ampliar e coordenar as ações de segurança alimentar e nutricional voltadas para povos indígenas e comunidades tradicionais; (v) fortalecer as ações de alimentação e nutrição em todos os níveis da atenção à saúde, de modo articulado às demais políticas de segurança alimentar e nutricional; (vi) promover a soberania e segurança alimentar e nutricional em âmbito internacional; (vii) promover o acesso à água para consumo humano e para a produção de alimentos” (p. 15-16). A segurança alimentar engloba desde aspectos relativos às normas de produção, o transporte e o armazenamento dos alimentos até o acesso físico e econômico a alimentos básicos para a existência. O emprego, a educação, a saúde e a informação caracterizam a importância da temática e se apresentam, também, nos direitos à alimentação adequada (direito de estar livre da fome e da má nutrição) e à soberania alimentar (direito dos povos de definir suas próprias políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo dos alimentos).
O costume alimentar de um povo é determinado não só pelas características do ambiente como também pela tradição cultural e pela produção de técnicas e organização de trabalho de um povo. Contudo, esse processo é dinâmico e o contato entre culturas promove a modificação de hábitos alimentares nas sociedades, como é o caso da alimentação fast-food difundida pelo mundo. A alimentação é uma prática vital para os indivíduos, mas a compreensão em torno dela implica no entendimento de um sistema de significações e sentidos socioculturais a ela associada.




O significado e os sentidos de um prato de insetos, por exemplo, é diferente para povos ocidentais, pois a cultura influencia na sensação de prazer ou repulsa dos alimentos. Alguns pratos funcionam
como demarcadores identitários regionais (pão de queijo mineiro, vatapá baiano, etc.).
A religião também se constitui um importante fator de influência na constituição da cultura alimentar de um povo impondo tabus alimentares. O conhecimento e o domínio sobre as formas de produção do alimento, a sua forma de preparo, de ingestão e de apresentação e os momentos em que são apreciados também sofrem influência da cultura.
Portanto, uma perspectiva integradora da educação alimentar no currículo escolar implica necessariamente abordar, além de conhecimentos sobre os valores nutricionais dos alimentos, que se encontram sistematizados nos conhecimentos das áreas de ciências da natureza, aspectos advindos de análises históricas e socioculturais da área de ciências humanas, dentre outros



Reflexão e ação – Pág. 26 a 28
O trecho abaixo foi retirado do livro Cartas a Théo de Vincent Van Gogh. Nessa obra, são compiladas cartas que o pintor holandês enviou a seu irmão de 1875 até sua morte, em 1890.
CARTA Nº 195
Haia, abril de 1882 Eis o que penso sobre o lápis de carpinteiro. Os velhos mestres, com o que teriam desenhado? Certamente não com um Faber B, BB, BBB, etc., etc., mas com um pedaço de grafite bruto. O instrumento do qual Michelângelo e Dürer se
serviram provavelmente era muito parecido com um lápis de carpinteiro. Mas eu não estava lá, e portanto não sei de nada. Sei, no entanto, que com um lápis de carpinteiro podemos obter intensidades distintas das destes finos Faber, etc.
O carvão é o que há de melhor, mas quando se trabalha muito, o frescor se perde, e para conservar a precisão é preciso fixar sem demora. Para a paisagem é a mesma coisa; vejo que desenhistas com Ruysdaël, Goyen, Calame, e também Roelofs, por exemplo, entre os modernos, tiraram dele ótimo partido. Mas se alguém inventasse uma boa pena para trabalhar ao ar livre, com tinteiro, o mundo talvez visse mais desenhos à pena.


Reflexão e ação - 38
Organizem-se em grupos multidisciplinares, definam um processo produtivo ou um  fato, ou um fenômeno e sigam as sugestões apresentadas no quadro abaixo como exercício de elaboração de uma proposta curricular. A finalidade deste exercício é que professores  cheguem à seleção de conteúdos de ensino e à organização em componentes curriculares, orientada pelo princípio da relação entre ensino e produção.

Veja na Página 38 do Módulo o esquema para poder responder essa reflexão.


Reflexão e ação – Pág. 46 a 49
1 – Assista ao vídeo Em busca de Joaquim Venâncio de Evandro Filho e outros (2009).
O vídeo é resultado de um trabalho de integração realizado por alunos da 1ª série da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, no ano de 2009. Contando com imagens de arquivo e depoimentos, o filme narra a busca por informações sobre o trabalhador técnico que dá nome à escola, uma referência importante entre os trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em:
http://www.epsjv.fiocruz.br/index.php?Area=Material&Tipo=4&Num=149&Sub=1tambémhttp://www.youtube.com/watch?v=SUkk5DLbUOQ
1 – Analise criticamente este material à luz da sua proposta e dos princípios e práticas pedagógicas aqui integradas, posicionando-se
sobre possibilidades de realizar atividades como esta em sua escola.
2 – Retorne aos resultados da atividade 2 do momento anterior e dê prosseguimento a ela, chegando a um ensaio de proposta curricular
(certamente parcial e limitado, considerando ser somente um exercício) contendo:
a) proposta de componentes curriculares (disciplinas e projetos interdisciplinares);
b) possível sequência curricular;
c) distribuição de atividades, tempos e es-
paços curriculares.
3 – Leia a noticia abaixo publicada num jornal de São Paulo em fevereiro de 2012. Ligações clandestinas causam risco de incêndios
Mais de 180 mil gatos podem explicar incêndios como o de domingo, que matou casal na Vila Guilherme. SILVÉRIO MORAIS - silverio.morais@ diariosp.com.br
A ligação irregular de energia é a provável causa do incêndio que deixou dois mortos e mais de 200 desabrigados na Favela do Corujão, na Vila Guilherme, Zona Norte, domingo. Os chamados “gatos” estão presentes
em pelo menos outras 400 favelas da Grande São Paulo não contempladas pelo programa de regularização da Eletropaulo. São 180 mil moradores em risco nesses lugares, devido ao perigo das ligações clandestinas.Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, curtos-circuitos ocasionados pelos “gatos” são as principais causas de fogo em favelas. “São lugares com ligações inadequadas para uma moradia que tem todo tipo de equipamento elétrico”, diz o tenente Marcos Palumbo, do setor de comunicação da corporação. A maioria dos casos, informa, ocorre em dias de calor, quando há sobrecarga no consumo de energia. Os fios podem derreter e causar faíscas ou até explosão. Conforme o último levantamento dos bombeiros, a média foi de um incêndio do tipo por dia no estado em 2010, quando foram atingidos 253 barracos (danos individuais) e 112 favelas (afetan-do uma comunidade inteira ou parcialmente). O fato de as casas serem de madeira e ficarem muito próximas facilita a propagação das chamas.
Outra dificuldade é o acesso. No caso de domingo na Favela Corujão, como não há rua, os bombeiros precisaram entrar pela empresa ao lado e quebrar o muro, para então combater o fogo por trás da comunidade, o
que atrasou a ação. A orientação dos bombeiros, em caso de incêndio, é deixar o local imediatamente, sem querer salvar nada antes.
De acordo com o tenente Palumbo, depois de curto-circuito, as principais razões de incêndio em favelas são displicência ao cozinhar, vazamento de gás e causas criminosas, como teria ocorrido no Moinho, no bairro Campos Elíseos, em dezembro. Segundo o relatório da corporação, uma usuária de crack colocou fogo na sua casa e provocou o incêndio. A polícia ainda investiga. Regularização /A Eletropaulo informa que começou a regularizar as ligações clandestinas de energia nas favelas da Grande São Paulo em 2004 e já alcançou 75% delas, o que representa 1.200 comunidades, 460 mil famílias e quase 2 milhões de pessoas. A maioria das cerca de 400 favelas sem regularização não oferece condições necessárias, como é o caso do Corujão. “São aglomerados de madeira dentro de um terreno particular, sem acesso e nenhuma infraestrutura”, diz José Cavaretti, gerente de Novos Merca-dosda Eletropaulo. Segundo ele, faltam ruas para colocar postes e a instalação das casas é precária para ter rede de energia interna.
As condições de insegurança, afirma, continuariam se as redes fossem instaladas nessa situação. Outras favelas não são atendidas por estarem em processo de remoção por ocupar área de proteção ambiental ou de risco. Disponível em: http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/12438/Ligacoes+clandestinas+causam+risco+de+incendios . Analise criticamente a notícia deste material e, imaginando que lecione em uma escola próxima a essa comunidade, como poderia problematizar a situação relatada? Que conhecimentos, de diferentes áreas, poderiam ser mobilizados no sentido de substituir uma compreensão ingênua da situação por outra mais dialética numa perspectiva menos local e mais global do problema?


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