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SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA
PROGRAMA PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred
Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor
Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador :
José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas:
Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira
Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana –
Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida
Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar,
quais são as relações entre linguagem e construção da realidade; como as
práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos;
como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme.
2) Em roda de discussão, comparar as
anotações e reflexões.
3) Ainda no grupo, discutir a
relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança
social.
1 e 2) Conforme o texto lido, as linguagens são compreendidas como formas
sócio-historicamente definidas de produção de sentidos, sendo que elas
configuram mundos e o que denominamos realidade. A área de Linguagens abarca,
por conseguinte, práticas sociais diversas, as quais envolvem, em toda sua
pluralidade, representações, formas de ação e de manifestações de linguagens
culturalmente organizadas e historicamente determinadas.
O filme indicado para a análise apresenta uma
criança selvagem, encarcerada, sem nenhum contato verbal ou social até por
volta de seus 16 anos. Esta criança, quando levada a uma comunidade alemã,
passa a ser objeto de curiosidade e estudo, devido a não conseguir se
expressar, conceituar, raciocinar, ou até mesmo diferenciar sonho de
realidade. Durante sua convivência nesta comunidade, pôde ser observado o seu
desenvolvimento na linguagem e sua socialização.
Sob o viés do sócio-interacionismovygotskiano
observa-se que, a interação com outro indivíduo foi essencial para o
desenvolvimento e aprendizagem do protagonista do filme. A teoria sócio-interacionista de Vygotsky tem como
pressuposto que o desenvolvimento cognitivo acontece através da interação
social entre duas ou mais pessoas, que trocam experiências, criando novos
conhecimentos.Essa compreensão de mundo só é possível se o desenvolvimento da
criança for mediado por outro, fazendo com que ele, passe da condição de ser
biológico para um ser cultural (VYGOTSKY, 1995). Para que a criança chegue a
um ser cultural, ela deve ter acesso aos bens culturais, materiais e
espirituais, necessários para a existência humana assim como ocorreu com o
protagonista do filme.Alguns
conhecimentos de linguagem como o conhecimento sobre a organização e o uso crítico
das diferentes linguagens, o conhecimento sobre a diversidade das linguagens,
o conhecimento sobre autoria e posicionamento na realização da própria
prática podem ser vistos no filme. O período em que Kaspar foi abrigado e ajudado por um professor, que lhe
ensinou linguagem, costumes e ritos da sociedade, proporcionando-lhe acesso
aos bens culturais, materiais e espirituais, tentando, de várias maneiras,
incluí-lo no convívio social. Embora tenha aprendido, além de falar e
escrever, habilidades básicas para a convivência em sociedade, nunca foi
visto como igual pela comunidade. Ele mesmo não se sentia parte da sociedade,
como apontado no trecho em que Kaspar fala que estava melhor no cativeiro, do
que fora dele. No filme, nota-se que embora Kaspar tenha aprendido a falar e
escrever, não conseguiu se apropriar totalmente das significações culturais..
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3. Podemos encontrar a presença de imposição e opção
no momento em que expõem a Kaspar sobre religião. Religiosos tentam descobrir
qual a percepção que Kaspar tinha sobre Deus, ou qual força que lhe acalentava
a alma durante o cativeiro. Ao perceberem que ele não tinha uma percepção sobre
Deus, tentam impor alguns dogmas, pelo simples acreditar pelo acreditar,
admitindo os mistérios da fé sem procurar entender. Para que não houvesse a
imposição seria necessário que Kaspar aprendesse a ler e escrever, para depois
conseguir compreender outros conceitos mais complexos. A partir dessa
compreensão é que se dá a opção. O indivíduo quando tem adquiri conhecimento
ele desenvolve o senso crítico e torna-se capaz de optar o que é melhor a
partir da sua realidade.
Trazendo isso para nossa realidade, há uma discussão
sobre a exclusão da disciplina Religião do currículo escolar que antes era dado
nas series iniciais como disciplina indispensável para a formação do
comportamento humano. Seria ela uma imposição ou opção? Provavelmente em um
mundo tão plural as pessoas se sentiriam pressionadas já que a religião depende
de suas relações com o mundo externo.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO
ESTADO DA BAHIA
PROGRAMA PACTO PELO
ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon –
Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador:
Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto
Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara
Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida
– Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S.
de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
LINGUAGENS - Respostas pág.21.
a)
·
Linguagem como expressão do pensamento;
·
Linguagem enquanto instrumento de
comunicação;
·
Linguagem como forma de interação;
·
O
trabalho com o texto;
·
O
trabalho com a leitura.
b) Linguagem
como expressão de pensamento:
Nessa concepção, a língua é
produzida mentalmente de maneira individual, intrínseca e sob a organização
lógica do raciocínio. As atividades de linguagem se realizam nessa perspectiva
independentemente das circunstâncias situacionais, sócio-históricas, culturais
e políticas em que ocorrem.
Linguagem como instrumento de comunicação:
Opondo-se à primeira concepção, esta
segunda visão sobre a língua a entende como um conjunto de códigos autônomos e
externos ao indivíduo, motivados socialmente, que serve essencialmente para a
troca de informações (comunicação). Entretanto, seu funcionamento também
independe do contexto de realização.
Linguagem como interação social:
Esta concepção compreende a língua como
uma atividade social não somente usada para comunicar, mas também para realizar
ações através da interação social e cognitiva entre os falantes. Esta visão
leva em conta as situações de interlocução nas quais a língua se realiza e a
influência de fatores de diversas ordens no curso dessas situações.
O trabalho com o texto:
O conhecimento da
linguagem escrita começa muito antes de a criança freqüentar uma escola. A
psicogênese da língua escrita tem mostrado que o processo de alfabetização tem
início antes do contato da criança com a 1a. série. Através de revistas,
jornais, cartazes, rótulos, televisão, etc., a linguagem escrita deve ter chamado
a atenção da criança, em maior ou menor grau. Esses contatos com o material
escrito levam a criança a formular hipóteses sobre a escrita e a leitura.
O trabalho com a leitura:
De maneira geral, podemos separar as
concepções sobre leitura em duas correntes: a leitura como uma decodificação
mecânica de signos lingüísticos, sendo um mecanismo de decifração a ser
adquirido, ou como processo de
compreensão abrangente e complexo que envolve aspectos sensoriais,
emocionais,intelectuais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e
políticos. Dentro dessa concepção, o leitor não utiliza só a sua capacidade de
transformar sinais gráficos em sonoros,
mais do que isso, ele usa os conhecimentos adquiridos ao longo da sua vivência
e de sua própria experiência de vida.
c) Levantamento
e reflexão:
Se o professor
considerar o seu trabalho pedagógico como um espaço interativo e de partilha,
mediado pela linguagem, a reflexão sobre sua própria ação assume um significado
especial. No estabelecimento dessas ações, o professor, especialmente o de
Língua Portuguesa, e os alunos necessitam ter clareza dos seus objetivos e
saber o que pretendem alcançar. Assim, o professor precisa conhecer sua concepção
de linguagem, pois é ela que irá fundamentar a sua ação pedagógica. A prática
escolar, em que a relação professor/aluno e aluno/aluno é mediada pela palavra,
não pode ser vista como algo neutro, desvinculado da realidade.
Assumir
que qualquer proposta metodológica é articulada a uma concepção de mundo e de
educação é perceber, de alguma forma, as diferentes concepções de linguagem que
estão presentes no cotidiano da sala de aula. Nos estudos sobre a linguagem ao
longo da história é possível considerar, de uma forma ampla, três concepções a
respeito desse sistema de significação.
d) Ainda que pese a polissemia do termo, a interdisciplinaridade pode ser
traduzida em tentativa do homem conhecer as interações entre mundo natural e a
sociedade, criação humana e natureza, e em formas e maneiras de captura da
totalidade social, incluindo a relação indivíduo/sociedade e a relação entre
indivíduos. Consiste, portanto, em processos de interação entre conhecimento
racional e conhecimento sensível, e de integração entre saberes tão diferentes,
e, ao mesmo tempo, indissociáveis na produção de sentido da vida.
Há que se
afirmar interdisciplinaridade como um
conceito historicamente e socialmente produzido, apresentando no campo
epistemológico, no mundo do trabalho, e na educação, movimento de continuidade e ruptura em relação
às questões que busca elucidar, e que simultaneamente a constituem. O caráter
de continuidade da interdisciplinaridade tem
implicações com questões, incessantemente, em pauta na história da humanidade,
tais como: de que maneira e forma pode o homem conhecer? Como se dá a relação
do homem com a natureza e a sociedade, de forma fragmentada, como fato isolado,
ou de forma integrada em que o observado e/ou vivido está inserido numa rede de
relações que lhe dá sentido e significado? A partir de que forma e sentido pode
o homem transmitir esse conhecimento?
O caráter
de ruptura no que a interdisciplinaridade é chamada a
responder, ou seja, a fragmentação do saber, instituída pela ciência moderna
sob a égide do capital, do mundo do trabalho e da cultura, e transmitida pela
prática educativa.
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SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA
PROGRAMA PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred
Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor
Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador :
José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas:
Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira
Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana –
Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida
Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
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Atividade de Linguagens pag.
31
Reflexão:
Professores, tomando como
referência essa proposta de trabalho interdisciplinar, perguntamos: Qualseriam,
em sua perspectiva, os conhecimentos mais “valiosos” que o seu componente
curricular poderiaaportar para a análise? Qual é a relação desses conhecimentos
com as dimensões trabalho, cultura, ciênciae tecnologia discutidas nesta
unidade?
Na segunda etapa do
trabalho, haveria a possibilidade de mobilizar os estudantes para a produção
deuma revista (ou artefato similar) para tratar do tema padrão corporal a
partir de um ponto de vista diferentedaquele defendido e difundido pela revista
analisada. Nesse contexto a pergunta é: Professores, na perspectivade seu
componente curricular, que conhecimentos são necessários para potencializar a
“produção” darevista pelos alunos, tanto no que se refere ao conteúdo como a
sua forma considerando o público para oqual ela é direcionada?
Agora, tendo respondido as
questões referentes às duas etapas dessa atividade pedagógica pediríamosque
você, professor e professora, discutisse com os colegas sobre as possibilidades
oferecidas por projetoscomo este para o trabalho com os estudantes, assim como
para o desenvolvimento de práticas de ensinointerdisciplinares.
A
proposta interdisciplinar abordada nesta unidade de estudo, apresentaconteúdos
curriculares e conhecimentos valiosíssimos na disciplina de Língua Portuguesa, apresenta
uma dimensão de trabalho integrada aoprocesso educativo, podendo ser
compreendidacomo mecanismos de construção deconhecimentos, diz respeito aos
diversos componentes curricularesda área de Linguagens, esse trabalho envolve
desde as práticas pedagógicas até
resultados alcançados ou seja, a dimensão dotrabalho abarcaria tanto os
processos de ensino e aprendizagem, quantoo uso crítica das diversas expressões
de linguagem na sala de aula e em outros contextos fora da escola.
O
trabalho em Linguagens, especialmente em Língua Portuguesa numa perspectiva
interdisciplinar, apresenta uma formação amplapautada pelasDiretrizes
Curriculares Nacionais, o Ensino Médio e
possibilitao acesso a conhecimentos científicos e tecnológicos,
tambémtem o compromisso de promover a reflexão crítica sobre os
padrõesculturais que constituem normas de conduta dos grupos sociais.
Algumas
abordagens podem explicar a apropriação e/ou aprofundamentos de diferentes práticas
culturais; os conhecimentos necessáriospara melhor compreender as tendências
culturais contemporâneas que se manifestam nas diferentesformas de linguagens;
e as possibilidades oferecidas pelo universo das diferentes práticas culturais
comocampo do trabalho, através da inclusão das práticas corporais, as
manifestações artísticas, os gêneros literários, asdiversas línguas são
materializações de sistemas culturais, e como tal expressam diferentes
possibilidadesde perceber e exprimir a realidade, quando os estudantes têm a
possibilidade de conhecere se apropriar das mesmas, alargam suas perspectivas
de mundo e suas possibilidades de refletir sobresi próprio e de intervir no
contexto social.
Outro fator importante é
destacar entre muitas possibilidades, é oportunizar aos alunossituações de ter
contato com múltiplas referências culturais permitidaspelas tecnologias de
comunicação e informação, aproveitar os mecanismos utilizados pela
publicidadenão apenas para destacar as características de um produto à venda,mas
também para associar o mesmo a ideais socialmente valorizados,como sucesso,
conquista, juventude, simpatia, sensualidade, beleza, a qual é muito
significativa para a maioria dos estudantes.Trata-se de oferecer condições ao
estudante de avaliar e criticar a publicidade de alguns produtos que oferecem
“milagres” e não cair na tentação do consumismo.
Tais
atividades podem ser realizadas dentro da realidade de cada turma, uma forma
prática é a produção de uma página coletiva na internet, a criação de um blog
de beleza, saúde, tecnologia, cultura, boa forma e outros, com a participação
integral dos alunos nas publicações eacompanhamento.
Com
essa atividade, a área das Linguagens pode, desse modo, contribuir para que os
jovens reconheçam o papel dasciências na produção de novos conhecimentos,
imprimindo assim um significado ao rigor científico necessáriopara tal fim. Por
outro lado, a área também pode contribuir para que os jovens despertem para a
pesquisa na área que mais lhe interessa, daí percebe-se as transformações e
verificamcomo as novas tecnologias de comunicação e informação facilita o modo
como as pessoas se relacionam, constroem a sociedade e realidade.
SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO
ESTADO DA BAHIA
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MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon –
Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo
Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto
Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva –
Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S.
Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho –
Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos
Santos Júnior.
REFLEXÃO E AÇÃO – Linguagens
- atividade página 41
Ao longo desta unidade,
promovemos reflexões em torno do fazer pedagógico e sua relação com o
currículo, sob diversas perspectivas. Retomando as reflexões teóricas sobre a
atividade educativa na atualidade, influenciada pelos impactos das tecnologias
digitais, bem como as considerações de Libâneo aqui abordadas sobre a pedagogia
como forma de humanização das pessoas, considere:
1. Discuta com um grupo de
colegas as implicações dessas ideias para o seu componente curricular.
2. A partir das discussões
com seu grupo, reflitam em conjunto sobre a metáfora da árvore e o fazer
pedagógico. Procurem identificar algumas práticas (recorrentes) dentro de seu
componente. No contexto das folhas, abordem as técnicas mais usadas e
articulem-nas às práticas, às ideias, pensamentos e valores que as norteiam, ou
seja, ligando-as à raiz (filosofia educacional) e ao tronco (pedagogia).
3. Por fim,
discutam qual é a relação do que foi levantado com a formação humana integral
dos estudantes.
O nosso
componente curricular é Linguagem, Códigos e suas tecnologias aqui representado
pelos professores de Educação Física, Inglês e Língua Portuguesa e nós temos
consciência de que o currículo é a soma
das experiências dos homens e, por conseguinte, que ele não é estático e
imutável, que os nossos alunos devem agir sobre ele construindo suas próprias
aprendizagens. O mundo muda a cada milésimo de segundo e como fazer para que
todo este conhecimento novo que surge em decorrência dessas mudanças chegue até
nossos alunos? Aí entram as tecnologias digitais que nossos alunos dominam
super bem e que nós não as exploramos em nosso fazer pedagógico.
A nossa prática
de sala de aula, infelizmente, ainda é mais centrada no professor como aquele
que sabe e o aluno aquele não sabe,
logo, neste contexto, não tem como este
aluno ter poder de decidir sobre o que é mais importante para ele aprender.
Quanto as
técnicas utilizadas no dia a dia da sala de aula já pode-se perceber uma
modernização, pois utilizamos debates, seminários, pesquisas, entrevistas,
relatórios, no intuito de fazer com que o aluno torne-se agente de sua
aprendizagem, tornando-se um ser autônomo, crítico e participativo nas decisões importantes do
grupo do qual faz parte.
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