sábado, 7 de março de 2015

LINGUAGENS - ATIVIDADES

SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA                                                                                                
PROGRAMA PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar, quais são as relações entre linguagem e cons­trução da realidade; como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; como os conhecimentos de linguagem listados acimas aparecem no filme.
2) Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões.
3) Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social.
1 e 2) Conforme o texto lido, as linguagens são compreendidas como formas sócio-historicamente definidas de produção de sentidos, sendo que elas configuram mundos e o que denominamos realidade. A área de Linguagens abarca, por conseguinte, práticas sociais diversas, as quais envolvem, em toda sua pluralidade, representações, formas de ação e de manifestações de linguagens culturalmente organizadas e historicamente determinadas.
O filme indicado para a análise apresenta uma criança selvagem, encarcerada, sem nenhum contato verbal ou social até por volta de seus 16 anos. Esta criança, quando levada a uma comunidade alemã, passa a ser objeto de curiosidade e estudo, devido a não conseguir se expressar, conceituar, raciocinar, ou até mesmo diferenciar sonho de realidade. Durante sua convivência nesta comunidade, pôde ser observado o seu desenvolvimento na linguagem e sua socialização.
Sob o viés do sócio-interacionismovygotskiano observa-se que, a interação com outro indivíduo foi essencial para o desenvolvimento e aprendizagem do protagonista do filme. A teoria sócio-interacionista de Vygotsky tem como pressuposto que o desenvolvimento cognitivo acontece através da interação social entre duas ou mais pessoas, que trocam experiências, criando novos conhecimentos.Essa compreensão de mundo só é possível se o desenvolvimento da criança for mediado por outro, fazendo com que ele, passe da condição de ser biológico para um ser cultural (VYGOTSKY, 1995). Para que a criança chegue a um ser cultural, ela deve ter acesso aos bens culturais, materiais e espirituais, necessários para a existência humana assim como ocorreu com o protagonista do filme.Alguns conhecimentos de linguagem como o conhecimento sobre a organização e o uso crítico das diferentes linguagens, o conhecimento sobre a diversidade das linguagens, o conhecimento sobre autoria e posicionamento na realização da própria prática podem ser vistos no filme. O período em que Kaspar foi abrigado e ajudado por um professor, que lhe ensinou linguagem, costumes e ritos da sociedade, proporcionando-lhe acesso aos bens culturais, materiais e espirituais, tentando, de várias maneiras, incluí-lo no convívio social. Embora tenha aprendido, além de falar e escrever, habilidades básicas para a convivência em sociedade, nunca foi visto como igual pela comunidade. Ele mesmo não se sentia parte da sociedade, como apontado no trecho em que Kaspar fala que estava melhor no cativeiro, do que fora dele. No filme, nota-se que embora Kaspar tenha aprendido a falar e escrever, não conseguiu se apropriar totalmente das significações culturais..

3. Podemos encontrar a presença de imposição e opção no momento em que expõem a Kaspar sobre religião. Religiosos tentam descobrir qual a percepção que Kaspar tinha sobre Deus, ou qual força que lhe acalentava a alma durante o cativeiro. Ao perceberem que ele não tinha uma percepção sobre Deus, tentam impor alguns dogmas, pelo simples acreditar pelo acreditar, admitindo os mistérios da fé sem procurar entender. Para que não houvesse a imposição seria necessário que Kaspar aprendesse a ler e escrever, para depois conseguir compreender outros conceitos mais complexos. A partir dessa compreensão é que se dá a opção. O indivíduo quando tem adquiri conhecimento ele desenvolve o senso crítico e torna-se capaz de optar o que é melhor a partir da sua realidade.
Trazendo isso para nossa realidade, há uma discussão sobre a exclusão da disciplina Religião do currículo escolar que antes era dado nas series iniciais como disciplina indispensável para a formação do comportamento humano. Seria ela uma imposição ou opção? Provavelmente em um mundo tão plural as pessoas se sentiriam pressionadas já que a religião depende de suas relações com o mundo externo.   

SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA                                                                                                
PROGRAMA PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
LINGUAGENS - Respostas  pág.21.
      a)
·          Linguagem como expressão do pensamento;
·         Linguagem enquanto instrumento de comunicação;
·          Linguagem como forma de interação;
·          O trabalho com o texto;
·          O trabalho com a leitura.
      b) Linguagem como expressão de pensamento:
           Nessa concepção, a língua é produzida mentalmente de maneira individual, intrínseca e sob a organização lógica do raciocínio. As atividades de linguagem se realizam nessa perspectiva independentemente das circunstâncias situacionais, sócio-históricas, culturais e políticas em que ocorrem.
        Linguagem como instrumento de comunicação:
        Opondo-se à primeira concepção, esta segunda visão sobre a língua a entende como um conjunto de códigos autônomos e externos ao indivíduo, motivados socialmente, que serve essencialmente para a troca de informações (comunicação). Entretanto, seu funcionamento também independe do contexto de realização.
       Linguagem como interação social:
      Esta concepção compreende a língua como uma atividade social não somente usada para comunicar, mas também para realizar ações através da interação social e cognitiva entre os falantes. Esta visão leva em conta as situações de interlocução nas quais a língua se realiza e a influência de fatores de diversas ordens no curso dessas situações.
        O trabalho com o texto:
      O conhecimento da linguagem escrita começa muito antes de a criança freqüentar uma escola. A psicogênese da língua escrita tem mostrado que o processo de alfabetização tem início antes do contato da criança com a 1a. série. Através de revistas, jornais, cartazes, rótulos, televisão, etc., a linguagem escrita deve ter chamado a atenção da criança, em maior ou menor grau. Esses contatos com o material escrito levam a criança a formular hipóteses sobre a escrita e a leitura.
     O trabalho com a leitura: 
     De maneira geral, podemos separar as concepções sobre leitura em duas correntes: a leitura como uma decodificação mecânica de signos lingüísticos, sendo um mecanismo de decifração a ser adquirido, ou como processo de   compreensão abrangente e complexo que envolve aspectos sensoriais, emocionais,intelectuais, fisiológicos, neurológicos, culturais, econômicos e políticos. Dentro dessa concepção, o leitor não utiliza só a sua capacidade de transformar sinais gráficos em  sonoros, mais do que isso, ele usa os conhecimentos adquiridos ao longo da sua vivência e de sua própria experiência de vida.

c)  Levantamento e reflexão:
Se o professor considerar o seu trabalho pedagógico como um espaço interativo e de partilha, mediado pela linguagem, a reflexão sobre sua própria ação assume um significado especial. No estabelecimento dessas ações, o professor, especialmente o de Língua Portuguesa, e os alunos necessitam ter clareza dos seus objetivos e saber o que pretendem alcançar. Assim, o professor precisa conhecer sua concepção de linguagem, pois é ela que irá fundamentar a sua ação pedagógica. A prática escolar, em que a relação professor/aluno e aluno/aluno é mediada pela palavra, não pode ser vista como algo neutro, desvinculado da realidade.
       Assumir que qualquer proposta metodológica é articulada a uma concepção de mundo e de educação é perceber, de alguma forma, as diferentes concepções de linguagem que estão presentes no cotidiano da sala de aula. Nos estudos sobre a linguagem ao longo da história é possível considerar, de uma forma ampla, três concepções a respeito desse sistema de significação.
d) Ainda que pese a polissemia do termo, a interdisciplinaridade pode ser traduzida em tentativa do homem conhecer as interações entre mundo natural e a sociedade, criação humana e natureza, e em formas e maneiras de captura da totalidade social, incluindo a relação indivíduo/sociedade e a relação entre indivíduos. Consiste, portanto, em processos de interação entre conhecimento racional e conhecimento sensível, e de integração entre saberes tão diferentes, e, ao mesmo tempo, indissociáveis na produção de sentido da vida.
 Há que se afirmar interdisciplinaridade como um conceito historicamente e socialmente produzido, apresentando no campo epistemológico, no mundo do trabalho, e na educação, movimento de continuidade e ruptura em relação às questões que busca elucidar, e que simultaneamente a constituem. O caráter de continuidade da interdisciplinaridade tem implicações com questões, incessantemente, em pauta na história da humanidade, tais como: de que maneira e forma pode o homem conhecer? Como se dá a relação do homem com a natureza e a sociedade, de forma fragmentada, como fato isolado, ou de forma integrada em que o observado e/ou vivido está inserido numa rede de relações que lhe dá sentido e significado? A partir de que forma e sentido pode o homem transmitir esse conhecimento?
 O caráter de ruptura no que a interdisciplinaridade é chamada a responder, ou seja, a fragmentação do saber, instituída pela ciência moderna sob a égide do capital, do mundo do trabalho e da cultura, e transmitida pela prática educativa.


SECRETARIA DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA                                                                                                
PROGRAMA PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.

                                 
Atividade de Linguagens pag. 31
Reflexão:
Professores, tomando como referência essa proposta de trabalho interdisciplinar, perguntamos: Qualseriam, em sua perspectiva, os conhecimentos mais “valiosos” que o seu componente curricular poderiaaportar para a análise? Qual é a relação desses conhecimentos com as dimensões trabalho, cultura, ciênciae tecnologia discutidas nesta unidade?
Na segunda etapa do trabalho, haveria a possibilidade de mobilizar os estudantes para a produção deuma revista (ou artefato similar) para tratar do tema padrão corporal a partir de um ponto de vista diferentedaquele defendido e difundido pela revista analisada. Nesse contexto a pergunta é: Professores, na perspectivade seu componente curricular, que conhecimentos são necessários para potencializar a “produção” darevista pelos alunos, tanto no que se refere ao conteúdo como a sua forma considerando o público para oqual ela é direcionada?
Agora, tendo respondido as questões referentes às duas etapas dessa atividade pedagógica pediríamosque você, professor e professora, discutisse com os colegas sobre as possibilidades oferecidas por projetoscomo este para o trabalho com os estudantes, assim como para o desenvolvimento de práticas de ensinointerdisciplinares.
A proposta interdisciplinar abordada nesta unidade de estudo, apresentaconteúdos curriculares e conhecimentos valiosíssimos na disciplina de Língua Portuguesa, apresenta uma dimensão de trabalho integrada aoprocesso educativo, podendo ser compreendidacomo mecanismos de construção deconhecimentos, diz respeito aos diversos componentes curricularesda área de Linguagens, esse trabalho envolve desde as  práticas pedagógicas até resultados alcançados ou seja, a dimensão dotrabalho abarcaria tanto os processos de ensino e aprendizagem, quantoo uso crítica das diversas expressões de linguagem na sala de aula e em outros contextos fora da escola.
O trabalho em Linguagens, especialmente em Língua Portuguesa numa perspectiva interdisciplinar, apresenta uma formação amplapautada pelasDiretrizes Curriculares Nacionais, o Ensino Médio e  possibilitao acesso a conhecimentos científicos e tecnológicos, tambémtem o compromisso de promover a reflexão crítica sobre os padrõesculturais que constituem normas de conduta dos grupos sociais.
Algumas abordagens podem explicar a apropriação e/ou aprofundamentos de diferentes práticas culturais; os conhecimentos necessáriospara melhor compreender as tendências culturais contemporâneas que se manifestam nas diferentesformas de linguagens; e as possibilidades oferecidas pelo universo das diferentes práticas culturais comocampo do trabalho, através da inclusão das práticas corporais, as manifestações artísticas, os gêneros literários, asdiversas línguas são materializações de sistemas culturais, e como tal expressam diferentes possibilidadesde perceber e exprimir a realidade, quando os estudantes têm a possibilidade de conhecere se apropriar das mesmas, alargam suas perspectivas de mundo e suas possibilidades de refletir sobresi próprio e de intervir no contexto social.
Outro fator importante é destacar entre muitas possibilidades, é oportunizar aos alunossituações de ter contato com múltiplas referências culturais permitidaspelas tecnologias de comunicação e informação, aproveitar os mecanismos utilizados pela publicidadenão apenas para destacar as características de um produto à venda,mas também para associar o mesmo a ideais socialmente valorizados,como sucesso, conquista, juventude, simpatia, sensualidade, beleza, a qual é muito significativa para a maioria dos estudantes.Trata-se de oferecer condições ao estudante de avaliar e criticar a publicidade de alguns produtos que oferecem “milagres” e não cair na tentação do consumismo.
Tais atividades podem ser realizadas dentro da realidade de cada turma, uma forma prática é a produção de uma página coletiva na internet, a criação de um blog de beleza, saúde, tecnologia, cultura, boa forma e outros, com a participação integral dos alunos nas publicações eacompanhamento.
Com essa atividade, a área das Linguagens pode, desse modo, contribuir para que os jovens reconheçam o papel dasciências na produção de novos conhecimentos, imprimindo assim um significado ao rigor científico necessáriopara tal fim. Por outro lado, a área também pode contribuir para que os jovens despertem para a pesquisa na área que mais lhe interessa, daí percebe-se as transformações e verificamcomo as novas tecnologias de comunicação e informação facilita o modo como as pessoas se relacionam, constroem a sociedade e realidade.


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Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.

REFLEXÃO E AÇÃO – Linguagens - atividade página 41
Ao longo desta unidade, promovemos reflexões em torno do fazer pedagógico e sua relação com o currículo, sob diversas perspectivas. Retomando as reflexões teóricas sobre a atividade educativa na atualidade, influenciada pelos impactos das tecnologias digitais, bem como as considerações de Libâneo aqui abordadas sobre a pedagogia como forma de humanização das pessoas, considere:
1. Discuta com um grupo de colegas as implicações dessas ideias para o seu componente curri­cular.
2. A partir das discussões com seu grupo, reflitam em conjunto sobre a metáfora da árvore e o fazer pedagógico. Procurem identificar algumas práticas (recorrentes) dentro de seu componente. No contexto das folhas, abordem as técnicas mais usadas e articulem-nas às práticas, às ideias, pensamentos e valores que as norteiam, ou seja, ligando-as à raiz (filosofia educacional) e ao tronco (pedagogia).
3. Por fim, discutam qual é a relação do que foi levantado com a formação humana integral dos estudantes.
O nosso componente curricular é Linguagem, Códigos e suas tecnologias aqui representado pelos professores de Educação Física, Inglês e Língua Portuguesa e nós temos consciência de que o currículo é a  soma das experiências dos homens e, por conseguinte, que ele não é estático e imutável, que os nossos alunos devem agir sobre ele construindo suas próprias aprendizagens. O mundo muda a cada milésimo de segundo e como fazer para que todo este conhecimento novo que surge em decorrência dessas mudanças chegue até nossos alunos? Aí entram as tecnologias digitais que nossos alunos dominam super bem e que nós não as exploramos em nosso fazer pedagógico.
A nossa prática de sala de aula, infelizmente, ainda é mais centrada no professor como aquele que sabe e o aluno aquele não  sabe, logo, neste contexto,  não tem como este aluno ter poder de decidir sobre o que é mais importante para ele aprender.
Quanto as técnicas utilizadas no dia a dia da sala de aula já pode-se perceber uma modernização, pois utilizamos debates, seminários, pesquisas, entrevistas, relatórios, no intuito de fazer com que o aluno torne-se agente de sua aprendizagem, tornando-se um ser autônomo, crítico  e participativo nas decisões importantes do grupo do qual faz parte.

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