SECRETARIA
DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA
PROGRAMA
PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul
– Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos
Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas –
Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da
Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária
Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos
Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro
Bispo dos Santos Júnior.
OTP –
REFLEXÃO E AÇÃO DA Pag. 20
1) Explicite as
principais características da pluralidade e diversidade dos sujeitos
(professores e estudantes) como fundamentos a serem considerados no PPP.
2) Faça uma
discussão com os estudantesde uma de suas turmas acerca do empoderamento e dos
desafios decorrentes dessa relação democrática.
3) Realize uma
reflexão sobre a dualidade estrutural do Ensino Médio, identificando as
manifestações nos estudantes e professores. 4) Faça uma discussão sobre a
formação continuada como espaço de debate e de aproveitamento das experiências
docentes. A partir dessas reflexões e dos registros decorrentes dessas
atividades,faça uma análise com os professores cursistas de sua turma,
considerando as seguintes questões:
a) Quais são os
problemas que precisam ser resolvidos imediatamente na escola? b) O que já foi
feito pararesolvê-los? c) Como cada segmento pode contribuir para mudar essa
situação? Destaque as contribuições dos estudantes. Agora, encaminhe os
registros desta atividade ao gestor e ao Conselho Escolar como contribuição para
a reescrita do Projeto Político-Pedagógico.
Nossa reflexão acerca da escola como locus de
formação humana integral nos remete ao conceito de
território educativo. Assim, a escola como território educativo no contexto da
formação humana
O reconhecimento da diversidade e da
pluralidade presente no contexto social permitiu a existência de condições para distinguir
diferentes possibilidades de organização familiar. Com isto, a concepção de
família restrita a laços consanguíneos e matrimoniais passou por alterações,
tanto na sua constituição,como no seu reconhecimento jurídico. Com essa
reflexão, o núcleo familiar constitui um espaço de humanização em que se
estabelece um relacionamento entre pessoas com valores e organização
específicos; e são construídos vínculos afetivos, de proteção e de
responsabilidade, essenciais ao desenvolvimento humano em condições dignas e de
respeito aos direitos humanos.
Essa dualidade estrutural do Ensino Médio
historicamente construiu diferentes políticas educacionais que refletiram dois
perfis de formação de professor, um destinado à educação geral e outro a
educação profissional.
Esta dualidade do Ensino Médio atingiu
professores e estudantes nos aspectos formativos e profissionais,
como uma resposta às demandas do contexto
econômico; que por sua vez, distribuiu os estudantes em dois grupos distintos.
Um desses grupos, o maior, direcionado a atender a necessidade de mão de obra;
e o outro, muitoseleto, formado para corresponder aos cargos intermediários e
dirigentes da sociedade brasileira.
O território é a base das relações sociais.
Afirma Milton Santos (2000) que a sociedade exerce permanentemente um diálogo
com o território usado, e queesse diálogo inclui as coisas naturais e
artificiais, a herança social e a sociedade em seu movimento atual (SANTOS,
2000, p. 26
É interessante considerar que o professor, no
exercício da sua atividade docente, atinge a cada ano milhões de brasileiros -
jovens que trazem as características dos seus grupos sociais, as manifestações
da pluralidade e da diversidade humana construída na realidade brasileira, e que
deixam também suas influências nas trajetórias docentes. Por outro lado, há que
se considerar que a categoria docente não é homogênea quanto à idade, identidade
linguística (regionalismo), gênero, orientação sexual, etnia, cultura,
elementos socio econômicos,formação inicial e continuada etc.
Como parte da humanidade, os professores
também são constituídos na pluralidade e diversidade dosdemais sujeitos
sociais, mas diferentemente, enriquecidos nas lutas pela democracia, pelo
respeito e pela dignidade profissional.
O professor enquanto sujeito que atua no
espaço escolar estabelece relações num contexto de pluralidadee diversidade com
outros sujeitos, interagindo não apenas com os seus alunos em sala de aula,mas
imprimindo suas influências em todo o espaço educativo, mediado pelos
conhecimentos científicos,culturais, tecnológicos, filosóficos, artísticos e
políticos.
O conjunto das experiências democráticas
forjado nas lutas, a partir da Constituição Federal de 1988, fortaleceu o poder
de influência dos professoresna definição de políticas educacionais. Porém, na
escola, a luta pela participação de todos os atores da comunidade escolar ainda
constitui um grande desafio, apesar da existência de políticas difusoras da
participação de todosos segmentos da comunidade escolar, a exemplo dos
Conselhos Escolares.
questionamentos acerca da sua formação
docente inicial e continuada, intensificam o debate referente às relações entre
universidade, como instância formadora,e a educação básica como espaço de
trabalho dos professores. Isto implica pensar a formação continuada como
política de aperfeiçoamento do exercício profissional que pode contribuir para
desencadear mudanças nos cursos de licenciatura, como também inspirar novas
lutas a respeito de questõesrelacionadas a carreira, salário, jornada de
trabalho, número médio de estudantes por turma, infra estrutura e recursos
pedagógicos (salas de aula, bibliotecas, laboratórios, recursos audiovisuais
etc.) na perspectivada gestão democrática da escola.
a formação continuada de professores
vincula-se diretamente ao direito à jornada de trabalho como umdos eixos da
valorização do magistério e reconfiguração do trabalho pedagógico escolar
articulado à realização de estudos, discussão sobre os problemas da escola,
planejamento participativo e atendimento à família do estudante.
Ao enfatizar a importância da formação
continuada de professores, coordenadores e gestores escolares, pretendemos
destacar a função da escola como lugar de direitos e de deveres, de relação com
a comunidade, por entender que é essa escola que pode ensinar cidadania.
Os espaços de participação política
possibilitam a revisão de papéis dos sujeitos e dos sentidos que eles ganham na
produção da vida cotidiana e, nesta condição, é que se formam os processos de
empoderamento.
Na escola, o espaço de empoderamento conclama
os fundamentos da democracia participativa como forma potencializadora da
participação de todos os segmentos da comunidade escolar na reescrita,
acompanhamento e avaliação contínua do Projeto Político-Pedagógico.
Nesse sentido, destacamos a participação dos
estudantes nos processos de convivências democráticas na escola. O estudo de
Graco e Aguiar (2002, p. 74) explicita que os alunos reconhecem como pertinentes
ao grêmio estudantil: o debate, a participação nas decisões, a escolha da
representatividade,a comunicação entre os membros da comunidade escolar, o
exercício do trabalho coletivo,a valorização da cultura e a autonomia do grupo.
Isto significa identificar a democracia
representativa como via institucional, onde os estudantes encontram espaço para
o exercício de voz e voto. Contudo, há que se reconhecer que essa forma
de participação não é capaz de assegurar a participação de todos os estudantes
no processo de tomada de decisões a respeito de suas necessidades e desejos.
A dimensão educativa do Conselho de Classe
Participativo pressupõe a participação efetiva de todos os segmentos da
comunidade escolar em três momentos distintos, mas interdependentes:
pré-conselho, conselho epós-conselho. O pré-conselho deve realizar o
levantamento de problemas epropostas de soluções, tanto por parte dos
estudantes, quanto dos professores.
A análise e organização prévia dessas
questões por parte do coordenador pedagógico constitui a pauta do Conselho de
Classe Pleno. Neste momento,os professores, os estudantes representantes de
turma e os representantes dosfuncionários, sob a coordenação do diretor e
coordenador pedagógico, devemanalisar as informações decorrentes do
pré-conselho e propor as açõesnecessárias à transformação da realidade
apresentada. As ações propostas noconselho pleno passam a constituir o Plano de
Trabalho dos docentes e dosgestores escolares, que por sua vez orientam a
realização de pós-conselhocom todos os estudantes da turma e redimensiona as
reuniões com os pais/responsáveis, reconfigurando as formas de atuação dos
estudantes e de seusfamiliares. O Conselho de Classe Participativo assume
função pedagógica que redimensiona todo o trabalho educativo da escola.
SECRETARIA
DA EDUCAÇÃO DO ESTADO DA BAHIA – SEC
Formador: Genivaldo Pereira
dos Santos
UEE: Colégio Estadual
Fred Gedeon
Cidade: Floresta Azul
Professor Formador :
José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas:
Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira
Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana –
Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida
Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior
REFLEXÃO E AÇÃO OTP – PAG . 13
O professor Miguel Arroyo realiza uma discussão
acerca da diversidade na sociedade e na escola.
Vamos assistir ao vídeo?
Faça uma reflexão com seus colegas, com base nas
questões: 1- A diversidade e a pluralidade constituem desafio na organização do
trabalho pedagógico escolar? Quais? 2- A pluralidade e a diversidade podem ser mola propulsora de nova organização
do trabalho pedagógico? Como? Por que? Essa reflexão possibilitou um novo olhar sobre a diversidade
da sua escola? Registre as conclusões dessa reflexão, destacando os aspectos que a comunidade
escolar precisa considerar na reescrita do PPP e na elaboração do Plano de
Trabalho Docente. Apresente os registros dessa reflexão ao Conselho Escolar
para análise, apreciação e deliberação
quanto a mudanças necessárias das práticas pedagógicas e de gestão da escola.
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/modules/video/showVideo.php?video=17766
As questões referentes às diferenças
culturais suscitam um debate que tem interessado não apenas aos movimentos
sociais, mas também à mídia, à academia e ao governo brasileiro, que, em
diferentes momentos políticos e sob diferentes olhares e perspectivas
teóricopolíticas, têm sido instigados a considerar reivindicações da sociedade
organizada em favor do reconhecimento à diversidade. Nesse sentido, o estado
brasileiro vem buscando incorporar em seus documentos oficiais temáticas relacionadas
à pluralidade.
Uma proposta curricular voltada para a
cidadania deve preocupar-se necessariamente com as diversidades existentes na
sociedade, uma das bases concretas em que se praticam os preceitos éticos. É a
ética que norteia e exige de todos — da escola e dos educadores em particular
—, propostas e iniciativas que visem à superação do preconceito e da
discriminação. A contribuição da escola na construção da democracia é a de
promover os princípios éticos de liberdade, dignidade, respeito mútuo, justiça
e eqüidade, solidariedade, diálogo no cotidiano; é a de encontrar formas de
cumprir o princípio constitucional de igualdade, o que exige sensibilidade para
a questão da diversidade cultural e ações decididas em relação aos problemas
gerados pela injustiça social.
Segundo
Parish (1989), “Não há dúvida, as escolas precisam adaptar-se aos alunos e não
o inverso”.
É
necessário que as escolas busquem alternativas para receber todos os alunos,
não basta retirar o aluno da escola especial e jogá-lo em uma sala de aula
porque a lei exige, uma escola sem professores preparados, sem material
pedagógico e sala de recursos não acolherá essa criança de fato. É preciso,
verdadeiramente, que esse aluno esteja incluído e não apenas integrado.
É
indispensável que toda a reflexão do fenômeno educacional contemple tanto a diversidade
como a singularidade, existentes na formação dos docentes e em suas práticas
escolares Caso contrário, tende a ser uma mera descrição, ideologizada, pretensamente
legitimadora de um ponto de vista, permanecendo a meio caminho da interpretação
autêntica.
Segundo
Wayne Saitor(1991), ”A questão fundamental é a atitude. Se é algo que você
deseja fazer, você começa a procurar meios de consegui-lo. Se é algo que você
não deseja fazer, você começa a procurar desculpas para não fazê-lo”.
A escola, ao atender as peculiaridades físicas, psicológicas
e sociais de seus alunos, criará condições para que eles participem e busquem
novas maneiras de interagir com a realidade, buscando e transformando saberes
dentro das suas vivências sem que hája preconceitos, esquecendo, até mesmo, das
suas diferenças.
Site:
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DA EDUCAÇÃODO ESTADO DA BAHIA
PROGRAMA
PACTO PELO ENSINO MÉDIO
Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul
– Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos
Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas –
Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da
Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária
Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos
Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro
Bispo dos Santos Júnior.
OTP –
REFLEXÃO E AÇÃO DA Pag. 40
Prezado
Professor, prezada Professora, individualmente leia as duas atividades
propostas e escolha uma para realizar. Faça os registros da atividade
selecionada e socialize as suas conclusões com seus colegas.
I -
Mediante sua participação no Conselho de Classe, faça um relatório claro e
objetivo com base nas seguintes
questões: Anote todos os diálogos e impressões que você puder observar nesta
tarefa.
Agora
responda:
1-Quais
foram os problemas levantados?
2-Quais
os encaminhamentos propostos?
3-Estabeleça
a diferença entre queixa e problema.
4-Quais
questões de ensino e aprendizagem foram tratadas no Conselho?
5-Quais
foram as sugestões propostas?
6-Quais
práticas de gestão democrática você identificou no Conselho?
7- Que
mudanças você propõe para a realização do Conselho de Classe?
II -
Realize a leitura e análise de uma ata de Conselho de Classe com base nas
questões apresentadas na atividade I.
PROPOSTA ESCOLHIDA: No I
1.
Dificuldade de aprendizagem – Falta de motivação dos nossos alunos
– Problemas de relacionamentos entre eles,etc
2.
Encaminhamentos desses problemas aos pais conjuntamente com a escola
– Aulas de reforço
3.
A queixa é uma circunstância momentânea o Problema é algo mais permanente que permite
encontrarmos soluções. E sempre é feito com todos os envolvidos.
4.
Dificuldades de aprendizagem é o que mais são discutidos nas
nossas reuniões de Conselho.
5.
Aulas de Reforço a ponto de criar o chamado DDA - Dia da Aprendizagem.
6.
Sempre o professor tem a liberdade de decisão, de escolhas com
referencia as decisões e implantações daquilo que a escola propõe. Democracia
para com todos os alunos: opiniões, decisões, participações, etc.
7.
Está sempre participativa com a presença de todos os colegas e
ativa de cada um no sentido de detectar problemas e buscar soluções.
Participação do Colegiado Escolar e de representante de estudantes, etc.