Colégio Estadual Fred Gedeon –
Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador:
Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto
Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara
Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida
– Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S.
de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
CADERNO V - Reflexão e ação – Página 38 e 39
1 Tente
realizar com um grupo de colegas a
identificação de ações de caráter patrimonialista presentes no interior da
escola ou na relação desta com os pais.
2 Faça o
mesmo com exemplos concretos de “autonomia concedida” e autonomia efetiva nas
escolas onde atuam.
3 Junto
com um grupo de colegas, troquem e registrem suas experiências relativas à forma como os pais com que têm contato se manifestam a respeito dos três aspectos que,
segundo Paro, condicionam a participação deles na vida escolar.
4 Com
base no que discutiram, proponham formas pelas quais possam ser rompidas e superadas as práticas patrimonialistas
existentes na escola, assim como formas
de articulação com os familiares dos
alunos que ajudem a superar os condicionantes
que dificultam sua participação.
Patrimonialismo é um termo utilizado para
descrever a falta de distinção por parte dos líderes políticos entre o
patrimônio público e o privado em um determinado governo de determinada
instituição ou sociedade. O surgimento daadministração pública moderna,cada vez mais obrigaram que haja uma
gestão pública profissionalizada, com procedimentos que assegurem o
atendimentos aos princípios constitucionais como isonomia, moralidade,
publicidade, entre outros. O Patrimonialismo é fruto das lutas sociais e compromissos
políticos sendo fruto de uma pesquisa que remete a gestão escolar como um dos
indicadores de qualidade na educação, mas focando prioritariamente nos
potenciais efeitos do patrimonialismo na
gestão escolar e na consecução da qualidade na educação.
Mas então
alguma burocracia é necessária?
As normas são necessárias em qualquer
sociedade tendo em vista a organização e o funcionalismo da mesma. Compreendemos
a escola pública como participante de um sistema burocrático interno, conjunto
de funções inter-relacionados e interinfluentes e externo (órgãos superiores e
outras instituições não-educacionais) . Ora, sendo assim, os vários mecanismos
administrativos se fazem mutuamente, constituindo a “cara”, democrática ou não,
da escola. A burocracia escolar é vista como uma organizaçãoque influencia o
pensar e o modo de agir das pessoas que trabalham na escola”.As escolas
públicas estatais têm vários mecanismos de ações coletivas de administração. E
entre eles, o que se refere ao setor pedagógico, o Conselho de Classe é um deles. ). Paro (1995) observa que o CC “acaba por
reduzir-se em grande parte a um conjunto de procedimentos mais ou menos
ritualizados, que muito longe ficam de apresentar toda a riqueza de um trabalho
conjunto de pessoas empenhadas em atingir objetivos sociais” (Paro, 1995,
p.161). As práticas do CC se resumem a procedimentos burocráticos de registros
e terão implicações em outros mecanismos de ações coletivas como as reuniões
com pais, pois são os mesmos que irão informar e conduzir essas reuniões (Paro,
1995).
Autonomia escolar: possibilidades,
limites e perspectivas para construção de uma prática pedagógica progressista.
A escola pública, para elaborar e
efetuar o projeto pedagógico, de acordo com os preceitos gerais comuns organizados
pela administração central da educação (secretarias de educação, delegacias de
educação, etc.), e observando as suas especificidades, deve ter maior
competência nos recursos humanos e uma ampliação massiva de recursos
financeiros. Com a ausência desses dois
critérios fundamentais na organização escolar, a autonomia é inexistente. É preciso salientar que determinar sobre os recursos humanos e
financeiros é uma condição imprescindível para a consecução do projeto
pedagógico. Projeto este compreendido como tomada de consciência dos principais
problemas da escola, das possibilidades de solução e definição das
responsabilidades coletivas e pessoais para eliminar ou atenuar as falhas
detectadas.Segundo, definição de normas de gestão democrática para as escolas
públicas, garantindo a participação não só de professores e funcionários, mas
também de alunos, pais e outros segmentos da comunidade no poder decisório e
não permitindo que os problemas gerados pelos processos participativos
prejudiquem o exercício da mesma
O que dificulta a participação da comunidade na
gestão das escola?
Nos tempos atuais, temos presenciado e também vivido as
dificuldades dos dirigentes escolares de educação básica do ensino público
brasileiro, no que se refere à organização de um processo ensinoaprendizagem
que possibilite aos educandos um ensino de qualidade. Diversas experiências
mostram-nos que, participando a comunidade da gestão escolar, o trabalho
realizado torna-se menos estafante para a equipe de direção e há maiores
possibilidades de que se consiga mais organização e melhor qualidade nas
atividades desenvolvidas. Os órgãos colegiados têm possibilitado a
implementação de novas formas de gestão por meio de um modelo de administração
coletiva, em que todos participam dos processos decisórios e do acompanhamento,
execução e avaliação das ações nas unidades escolares .O que dificulta a participação da comunidade, grande parte é
por não dispor de tempo devido às horas trabalhadas e outra por não saber do
espaço que tem direito na gestão democrática. Contudo, é perceptível que
inúmeros são os obstáculos na integração da comunidade com a escola,
principalmente no que diz respeito a recursos financeiros e administrativos.Paro apresenta três grandes aspectos que condicionam a
participação dos pais na vida da escola, os quais não serão mais aprofundados
por falta de espaço. São eles:1) condicionantes econômico-sociais, ou as reais
condições de vida da população e, a medida em que tais condições proporcionam
tempo, condições materiais e disposição pessoal para participar; 2)
condicionantes culturais, ou na visão das pessoas sobre a viabilidade e a
possibilidade de participação, movidas por uma visão de mundo e de educação
escolar que lhes favoreça a vontade de participar;3) condicionantes institucionais,
ou os mecanismos coletivos, institucionalizados ou não, presentes em seu
ambiente social mais próximo, dos quais a população pode dispor para
encaminharsua ação participativa.Então a
democracia na escola depende do embate de posições... A participação ou não na
gestão pode ser influenciada por tal circunstância. Se as posições discordantes
não se manifestam e não disputam o poder de forma aberta, é possível que tais
insatisfações se convertam em recusa dissimulada a participar.
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