segunda-feira, 3 de novembro de 2014

CADERNO V - Reflexão e ação – Página 38 e 39

Colégio Estadual Fred Gedeon – Floresta Azul – Direc 07
Professor Orientador: Genivaldo Pereira dos Santos
Professor Formador : José Roberto Dantas – Direc 07 – Itabuna
Cursistas: Audinêde Santos da Silva – Gilmara Angélica Cardoso – Juscélia Sirqueira Pinheiro – Josemária Silva dos S. Almeida – Maria de Fátima N. leal Santana – Maria Gilmária Ramos Pardinho – Anderson S. de Carvalho – Maristela Almeida Carvalho – Altamiro Bispo dos Santos Júnior.
CADERNO V - Reflexão e ação – Página 38 e 39
1 Tente realizar com um grupo de colegas  a identificação de ações de caráter patrimonialista presentes no interior da escola ou na relação desta com os pais.
2 Faça o mesmo com exemplos concretos de “autonomia concedida” e autonomia efetiva nas escolas onde atuam.
3 Junto com um grupo de colegas, troquem e registrem suas experiências relativas à  forma como os pais com que têm contato se  manifestam a respeito dos três aspectos que, segundo Paro, condicionam a participação deles na  vida escolar.
4 Com base no que discutiram, proponham formas pelas quais possam ser rompidas e  superadas as práticas patrimonialistas existentes  na escola, assim como formas de articulação com  os familiares dos alunos que ajudem a superar os  condicionantes que dificultam sua participação.

Patrimonialismo  é um termo utilizado para descrever a falta de distinção por parte dos líderes políticos entre o patrimônio público e o privado em um determinado governo de determinada instituição ou sociedade. O surgimento daadministração pública moderna,cada vez mais obrigaram que haja uma gestão pública profissionalizada, com procedimentos que assegurem o atendimentos aos princípios constitucionais como isonomia, moralidade, publicidade, entre outros. O Patrimonialismo é fruto das lutas sociais e compromissos políticos sendo fruto de uma pesquisa que remete a gestão escolar como um dos indicadores de qualidade na educação, mas focando prioritariamente nos potenciais efeitos do patrimonialismo  na gestão escolar e na consecução da qualidade na educação.
Mas então alguma burocracia é necessária?
 As normas são necessárias em qualquer sociedade tendo em vista a organização e o funcionalismo da mesma. Compreendemos a escola pública como participante de um sistema burocrático interno, conjunto de funções inter-relacionados e interinfluentes e externo (órgãos superiores e outras instituições não-educacionais) . Ora, sendo assim, os vários mecanismos administrativos se fazem mutuamente, constituindo a “cara”, democrática ou não, da escola. A burocracia escolar é vista como uma organizaçãoque influencia o pensar e o modo de agir das pessoas que trabalham na escola”.As escolas públicas estatais têm vários mecanismos de ações coletivas de administração. E entre eles, o que se refere ao setor pedagógico, o Conselho de Classe  é um deles. ).  Paro (1995) observa que o CC “acaba por reduzir-se em grande parte a um conjunto de procedimentos mais ou menos ritualizados, que muito longe ficam de apresentar toda a riqueza de um trabalho conjunto de pessoas empenhadas em atingir objetivos sociais” (Paro, 1995, p.161). As práticas do CC se resumem a procedimentos burocráticos de registros e terão implicações em outros mecanismos de ações coletivas como as reuniões com pais, pois são os mesmos que irão informar e conduzir essas reuniões (Paro, 1995).

Autonomia escolar: possibilidades, limites e perspectivas para construção de uma prática pedagógica progressista.
A escola pública, para elaborar e efetuar o projeto pedagógico, de acordo com os preceitos gerais comuns organizados pela administração central da educação (secretarias de educação, delegacias de educação, etc.), e observando as suas especificidades, deve ter maior competência nos recursos humanos e uma ampliação massiva de recursos financeiros. Com a ausência desses dois critérios fundamentais na organização escolar, a autonomia é inexistente. É preciso salientar que determinar sobre os recursos humanos e financeiros é uma condição imprescindível para a consecução do projeto pedagógico. Projeto este compreendido como tomada de consciência dos principais problemas da escola, das possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e pessoais para eliminar ou atenuar as falhas detectadas.Segundo, definição de normas de gestão democrática para as escolas públicas, garantindo a participação não só de professores e funcionários, mas também de alunos, pais e outros segmentos da comunidade no poder decisório e não permitindo que os problemas gerados pelos processos participativos prejudiquem o exercício da mesma
O que dificulta a participação da comunidade na gestão das escola?
Nos tempos atuais, temos presenciado e também vivido as dificuldades dos dirigentes escolares de educação básica do ensino público brasileiro, no que se refere à organização de um processo ensinoaprendizagem que possibilite aos educandos um ensino de qualidade. Diversas experiências mostram-nos que, participando a comunidade da gestão escolar, o trabalho realizado torna-se menos estafante para a equipe de direção e há maiores possibilidades de que se consiga mais organização e melhor qualidade nas atividades desenvolvidas. Os órgãos colegiados têm possibilitado a implementação de novas formas de gestão por meio de um modelo de administração coletiva, em que todos participam dos processos decisórios e do acompanhamento, execução e avaliação das ações nas unidades escolares .O que dificulta a participação da comunidade, grande parte é por não dispor de tempo devido às horas trabalhadas e outra por não saber do espaço que tem direito na gestão democrática. Contudo, é perceptível que inúmeros são os obstáculos na integração da comunidade com a escola, principalmente no que diz respeito a recursos financeiros e administrativos.Paro apresenta três grandes aspectos que condicionam a participação dos pais na vida da escola, os quais não serão mais aprofundados por falta de espaço. São eles:1) condicionantes econômico-sociais, ou as reais condições de vida da população e, a medida em que tais condições proporcionam tempo, condições materiais e disposição pessoal para participar; 2) condicionantes culturais, ou na visão das pessoas sobre a viabilidade e a possibilidade de participação, movidas por uma visão de mundo e de educação escolar que lhes favoreça a vontade de participar;3) condicionantes institucionais, ou os mecanismos coletivos, institucionalizados ou não, presentes em seu ambiente social mais próximo, dos quais a população pode dispor para encaminharsua ação participativa.Então a democracia na escola depende do embate de posições... A participação ou não na gestão pode ser influenciada por tal circunstância. Se as posições discordantes não se manifestam e não disputam o poder de forma aberta, é possível que tais insatisfações se convertam em recusa dissimulada a participar.   



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